Por Larissa Mazaloti

 

A decisão do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná), assinada pelo presidente, o desembargador Rogério Kanayama, sobre a liminar que determina que sejam mantidas as dez vagas e não 15 na câmara de Francisco Beltrão como foi votado no ano passado pelos vereadores está mexendo com os ânimos das coligações e da população.

 

Isso porque o número de vagas disponíveis no Legislativo interfere na organização das candidaturas a vereador. No entanto, o advogado da câmara municipal, Fabrício Mazzon afirma que não houve nenhuma publicação e que o mérito da questão ainda não foi julgado. Ele informa que assim que for oficializado o julgamento da liminar ele deve conversar com a presidência da Casa para definir se cabe recurso ou não e qual será.

 

O coordenador da coligação Nova Geração que representa o grupo de oposição no município, Saudi Mensor disse em entrevista que o fato é polêmico. “Nada contra mais ou menos vereadores. Mas criamos todo um processo nas convenções, que agora fica complicado”, lamenta e lembra que todos os partidos realizaram reuniões, providenciaram documentos e os candidatos abriram contas bancárias, tudo como rege a lei, mas baseados na resolução que define 15 cadeiras. “Difícil chegar para o candidato e dizer que não dá mais”, reclama.

Mensor conta que há muitas dúvidas, como por exemplo, se deve ser feita uma nova convenção ou se apenas será reestruturado internamente o número de candidatos.

 

Já da coligação Novo Milênio, da situação, o coordenador Antônio Carlos Bonetti relata que já estavam informados sobre a possibilidade da liminar ter essa decisão.

 

Embora não seja definitiva, a mudança no cenário político foi recebida com tranquilidade, segundo ele. “Não vamos questionar em nenhum ponto, vamos simplesmente acatar”, garante e lembra que o prazo para os ajustes necessários é até sábado (28) as 17h.

 

Bonetti diz que na noite desta segunda-feira (23) todos os presidentes de partidos da coligação estiveram reunidos e vão colaborar realizando processo democrático interno para definir que continua na corrida eleitoral para o Legislativo. Cada coligação reduz pra 20 candidatos.

 

Tanto Bonetti quanto Mensor avaliam que a polêmica gera insegurança para candidatos e para a população que não sabe ao certo o que vai ser definido.