Aproximadamente 200 menores foram vítimas de crimes sexuais em Palmas, sul do Paraná, nos últimos dez anos. Em sua maioria, as agressões foram praticadas por pessoas da própria família. Os dados constam no Sistema de Informação para a Infância e Adolescência(SIPIA) informados pelo Conselho Tutelar do município até o final de 2018.

Conforme a base de dados, não atualizada, os abusos cometidos no ambiente familiares somaram 60 casos no período e outros 40 praticados por pessoas do circulo social ou de amizade. São 50 casos de estupro e 10 de violência sexual. Dentre os crimes de exploração estão dois casos de pornografia, 11 de prostituição e um caso de comércio sexual.

Conforme o Conselho Tutelar esses números representam apenas uma parcela dos crimes cometidos, já que existe o silêncio para com a violência contra criança e adolescente. A realidade pode ser ainda mais grave, pois nem todos os casos chegam ao conhecimento e, com isso, ficam sem registros pelo órgão. Em muitas situações ainda há encaminhamento direto das vítimas à polícia.

DATA

Dia 18 de maio é a data Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescente. O objetivo é mobilizar a sociedade brasileira e convocá-la para o engajamento contra a violação dos direitos sexuais de crianças e adolescentes.

Violência e Exploração

A violência sexual pode ocorrer de duas formas distintas. Abuso sexual é qualquer forma de contato e interação sexual entre um adulto e uma criança ou adolescente, em que o adulto, que possui uma posição de autoridade ou poder, utiliza-se dessa condição para sua própria estimulação sexual, da criança ou adolescente, ou ainda de terceiros, podendo ocorrer com ou sem contato físico.

Já a exploração se caracteriza pela utilização sexual de crianças e adolescentes com a intenção de lucro, seja financeiro ou de qualquer outra espécie. São quatro formas em que ocorre a exploração sexual: em redes de prostituição, pornografia, redes de tráfico e turismo sexual.

Além da prevenção, o combate a essa realidade exige que os casos sejam denunciados ao conselho tutelar, delegacias especializadas, polícias militar, federal ou rodoviária e ligue para o Disque Denúncia Nacional, de número 100.