Após 48 horas do princípio de rebelião registrado na Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão, no sudoeste, a Polícia Militar retornou a unidade prisional para uma nova operação de repressão. Durante todo o dia de ontem (22), policiais permaneceram no interior do presídio onde fizeram a retirada dos presos das celas que passaram para uma inspeção minuciosa.

No local foram encontrados estoques (armas produzidas a partir de pedaços de ferro), cacos de acrílico pontudos, arames, fios de cobre, estiletes, entre outros materiais. Também foi encontrado um bilhete de autoria de um dos presos. Nele detentos demonstram indignação com os colegas de outra galeria, por não ter conseguido capturar nenhum refém no dia do motim, em 21 de outubro.

O bilhete ainda chama atenção de “farofa”, no sentido de ter sido um ato mal sucedido e motivo de chacota, detonando a necessidade de organização de um novo motim e rebelião como na frase “o teu ponto de vista é o mesmo do nosso, vamo pra bala e dá cheque nessas ideia pois isso já trouxe problema demais pra nóis”.

Segundo o tenente Anderson, comandante da Rotam, as armas artesanais são fabricadas pelos presos com materiais que eles retiraram da estrutura das celas, quebrando tanques de lavar roupa e serrando camas de aço com lâminas de gilete de barbear. O oficial ressalta a importância desse trabalho preventivo, haja visto os detentos estarem motivados a atacarem os policiais e agentes, bem como tentarem capturar reféns. “Esse tipo de ação aumenta a segurança dos agentes penitenciários que trabalham diariamente com os presos e demonstra que a PM está comprometida com a crise instalada na penitenciária, pois uma fuga ou rebelião poderia comprometer a segurança da cidade”, lembra Anderson.

Informações e fotos: Assessoria 21º BPM