Nas cidades atingidas pelo furacão Sandy, diante de todo aquele Caos, o radio foi o único meio que continuou vivo, orientando e informando a população.

Como escreveu Michael Learmonth em seu artigo: “As baterias esgotaram-se, as conexões da internet se foram. Para cerca de 5 milhões de famílias que chegam ao quarto dia sem energia elétrica por causa do furacão Sandy, só há realmente um meio que importa, e ele é o Rádio, um dos primeiros meios de comunicação de massa”.

É uma sensação incongruente, em uma era de atualizações de status e “hashtags”, a rapidez e a facilidade com que as ferramentas que revolucionaram as comunicações – de fato revolução, mesmo fomentada – simplesmente deixarem de funcionar! E o que resta é uma versão estilo 1932, quando as famílias se reuniam ao redor do rádio, à espera de um pouco de informação, sobre onde ir ou o que fazer a seguir. Essa foi a realidade que viveram milhões de moradores de Nova Jersey, Nova York, Connecticut, Maryland, Delaware, Pensilvânia, Virginia e West Virginia. Websites desapareceram e as baterias dos laptops esvaziaram-se em algumas horas. Mas, as torres de rádio, em sua maioria, são construídas para suportar ventos com força de furacão e ter geradores de emergência que podem funcionar de 8 a 10 dias com combustível. E se as baterias do rádio acabarem, pode-se ter outras em casa ou comprar novas na loja.

Naqueles dias, quando a energia foi cortada a única coisa com que se podia contar era com o rádio de pilhas. “As emissoras de notícias tornaram-se um utilitário impressindível nos momentos de emergências. Éram seus comunicadores que informavam onde se podia encontrar gás, água, alimento, abrigo, onde estavam precisando de ajuda, enfim… O velho e revolucionário “radinho de pilha” foi novamente percebido e valorizado como o meio que salvou milhares de vidas.