O Bispo, Dom Edgar Xavier Ertl, participou nesta semana( 10 de Setembro) de um encontro que discutiu questões sociais do campo e cidades na região Sudoeste e em todo o Paraná.  Especificamente da Diocese de Palmas-Francisco Beltrão  o ponto foram as famílias de agricultores que correm o risco de serem despejadas em diversas áreas nos municípios de Clevelândia, Honório Serpa, Mangueirinha e Palmas.  As terras, que ocupam há mais de 15 anos, são reclamadas pela Olvepar Indústria e Comércio, falida em 2002 e que deve cerca R$ 1 bilhão a bancos, governo do Estado, União e fornecedores. Na ocasião, o governador anunciou  a suspensão de reintegrações em Clevelândia e se comprometeu rever as ações, mesmo com limitações impostas pela esfera federal.

A Comissão de Bispos do Paraná que tratou do assunto com o Governador, Carlos Roberto Massa Júnior e seus assessores, foi composta por Dom Geremias Steinmetz, Arcebispo de Londrina, Dom José Antônio Peruzzo, Arcebispo de Curitiba, Dom Anuar Battisti, Arcebispo de Maringá, Dom Edgar Xavier Ertl, Bispo de Palmas e Francisco Beltrão, Dom Manoel João Francisco, Bispo de Cornélio Procópio, Dom Sérgio Arthur Braschi, Bispo de Ponta Grossa e o Padre Valdecir Badzinski, secretário executivo do Regional Sul 2 da CNBB.

No encontro atualizaram ao Governador a situação das pessoas e comunidades que já foram vítimas de despejos, como é o caso regional de Mangueirinha, e das que estão sendo ameaçadas, por estarem em situação de vulnerabilidade, vivendo com medo e insegurança em suas propriedades, onde produzem alimentos para si e para a sociedade ao seu redor.

Pediram também que sejam cessadas todas as ações de violências no campo, permitindo que os agricultores possam trabalhar para sustentar suas famílias com dignidade e viverem em paz. A presença de sobrevoos com helicópteros e rondas de viaturas policiais é uma forma de ameaça e agressão às pessoas e, em especial, às crianças.

O Governo comprometeu-se em rever as ações na dimensão política, social e humana e através da Comissão Estadual de Mediação de Conflitos Fundiários, esgotar todos os recursos para evitar as reintegrações de posse. Porém, manifestou a limitação diante das estancias jurídicas, pois estas são superiores e extrapolam a liberdade e a força do estado. Mesmo assim, os Bispos insistiram que uma liminar judicial pode ser revista, por meio do diálogo entre os órgãos institucionais e o juiz responsável, antes de ser executada.