Por Evandro Artuzi

Duas enfermeiras da Copott (Comissão de procura de órgãos e tecidos para transplantes), de Cascavel, estão em Francisco Beltrão. As profissionais chegaram nesta terça-feira (17/04) e o objetivo da visita é realizar reuniões com profissionais dos três hospitais da cidade a fim de esclarecer procedimentos para a doação de órgãos.

No primeiro dia, as enfermeiras estiveram reunidas com a direção e demais profissionais do Hospital Regional do Sudoeste. Nesta quarta-feira (18/04) devem visitar os hospitais São Francisco e Policlínica São Vicente de Paula.

Após encerrar a visita no regional as profissionais Jéssica Zanon e Fátima Zanata Wass, atenderam a reportagem da Onda Sul FM e explicaram como funciona todo o processo para doação de órgãos. Conforme Jéssica há um trabalho conjunto entre os hospitais e a Copott.

São as equipes hospitalares as responsáveis pelo repasse de informações sobre o doador e as condições dos órgãos. A partir disso é conversando com a família para saber se há interesse na doação.

Já a enfermeira Fátima Wass lembra ainda que não há mais como uma pessoa declarar-se como doadora através de documentos como, por exemplo, constando na carteira de habilitação. Atualmente o doador precisa manifestar sua vontade à familiares, para que esses tenham ciência no momento oportuno.

Para ser doador, a pessoa não precisa necessariamente estar morta. Conforme Jéssica Zanon pode doar um dois rins, desde que haja concordância judicial. A demanda por órgãos no Brasil atinge números elevados, segundo a profissional. São três mil pessoas somente a espera de um rin.