por Ivan Cezar Fochzato

 

O Diretor do Departamento de Saúde de Palmas, sul do Paraná, destacou que vários fatores influenciaram na elevação do índice de mortalidade infantil no município em 2012, quando já foram registrados 15 óbitos de crianças menores de um ano, contra 09 em 2011 e 07 em 2010.

Conforme Aldemar Osternack Pedroso, a não procura das  gestantes ao programa Saúde da Mulher, não realização do pré-natal e a deficiência no quadro das Agentes Comunitárias de Saúde, são as principais causas das mortes.

 

Destacou ainda que em Palmas a situação é agravada, porque há um alto índice de gravidez na adolescência. “Muitas escondem o estado de gravidez até mesmo da família e quando decidem procurar por atendimento já é tarde, o que leva ao nascimento de crianças sem condições de saúde adequada que acabam morrendo”, advertiu. Conforme o gestor, a população não colabora e não procura os vários programas oferecidos no setor de Saúde local. “Há uma falta de preocupação, além das gestantes, também dos pais, e até mesmo dos maridos que ficam omissos em relação à necessidade de se realizar o acompanhamento gestacional”, explicou.

 

O secretário apontou ainda a falta de Agentes Comunitárias de Saúde durante praticamente todo o ano de 2012, o que inviabilizou as ações do Programa de Equipes da Saúde na Família. De acordo com ele, somente em setembro foram contratadas trinta novas agentes, que mesmo em fase de treinamento, já estão trabalhando. Pedroso defende que será necessária a contratação de pelo menos 60 agentes para executar os trabalhos em pelo menos 70 por cento do município.