por Ivan Cezar Fochzato

 

Desde a última sexta-feira (13) a Polícia Civil de Palmas, Paraná vem analisando toda a documentação apreendida durante a operação Security, que investiga prática na cidade  de fraude com o seguro DPVAT (Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre). Além de documentos impressos e virtuais, também estão sendo ouvidas algumas pessoas que foram levantados durante as investigações que já duram aproximadamente seis meses.

 

Num dos locais onde foi feita a busca a apreensão, na Avenida Barão do Rio Branco, nos poucos documentos recolhidos, bem como no computador, não foram encontradas informações ou qualquer indício que relacionasse a empresa com a prática que vem sendo investigada em Palmas.

 

Conforme uma fonte da empresa toda a documentação e equipamento recolhidos na última sexta-feira, já foram devolvidos ao escritório, ficando comprovado, não haver qualquer ligação com os fatos investigados.

 

Conforme o delegado de polícia da Comarca, Rodrigo Silva de Souza, já foram foram iniciadas as investigações e instaurados 35 inquéritos em torno do caso.Explicou que pelo que já foi apurado, as vítimas de acidentes com automóveis ao dar entrada para atendimento médico eram abordados por uma funcionária de uma empresa de seguros e de imediato assinavam documentos com os quais eram abertas contas para onde eram depositados os reembolsos do seguro, a partir de recibos de prestação de serviços médicos pelo hospital. Explicou ainda que os beneficiários do seguro não tinham conhecimento dessas contas e nem dos valores que eram reembolsados.

 

 

Com os documentos apreendidos na sala alugada pela seguradora dentro do hospital foi possível levantar preliminarmente que a prática vinha sendo adotada desde 2008 sendo que foram feitos quinhentos procedimentos.