Foi aprovado na última semana, pela Comissão  de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), o projeto de autoria do deputado Rasca Rodrigues (PV) , que prevê uma moratória de cinco anos na exploração do gás de xisto pelo processo de fraturamento hidráulico, também conhecido como “fracking”, no Paraná.

Deputado Rasca Rodrigues (PV)
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Deputado Rasca Rodrigues (PV)

Em entrevista à Rádio Club de Palmas, sul do Paraná, Rodrigues destacou que o método é considerado um dos processos de produção de energia mais agressivos ambientalmente e está proibido em vários países do mundo. Explicou que ele consiste de uma fórmula contendo água, areia e uma série de componentes químicos que são injetados no subsolo, para fazer o metano se desprender do solo. Antes da injeção desse coquetel químico são realizadas violentas explosões no subsolo para quebrar as rochas sedimentares.

Conforme ele, cerca de 120 municípios paranaense das regiões sudoeste, oeste, e noroeste detêm potencial energético através do gás do xisto, entretanto, em todos os blocos deveria ser usado o “fracking”. Enfatizou o parlamentar, que o grande risco é de que o gás contamine além do solo, os aquíferos Guarani, Bauru e Serra Geral, que abrangem boa parte do Paraná.

Ressaltou que é importante a realização de novos estudos, buscando outras formas de extração do gás. Após a aprovação na CCJ, o projeto será encaminhado para a votação em plenário, seguindo para a sanção do governador.