Ex-oficiais, militares que estiveram em missões de paz e o 16º Esquadrão de Cavalaria Mecanizada receberam homenagem do município de Francisco Beltrão através do Departamento de Cultura. A solenidade aconteceu na noite de segunda-feira (13), no Espaço da Arte, quando também ocorreu um debate analisando as origens da Cango (Colônia Agrícola General Osório) e sua importância na formação do município.

Em nome dos 32 oficiais que participaram de missões de paz – a maioria no Haiti – o major Daniel Coutinho Nascimento, comandante do 16º ECM elogiou a iniciativa e lembrou o bom relacionamento da instituição com a comunidade. “O trabalho dos soldados, às vezes, leva tempo para ser reconhecido. Não é o caso de Francisco Beltrão, que há 70 anos reconhece a bravura desses militares”, disse.

Além dos oficiais, quatro ex-militares receberam a honraria. Dr. Arizone Mendes de Araujo, José Pedro de Almeida, Bruno Darci Kleteck e Arnaldo marciano de Sousa (que não pôde estar presente), receberam das mãos do prefeito Antonio Cantelmo Neto a homenagem pelos serviços prestados. Os quatro serviram ao Exército em Francisco Beltrão durante as décadas de 50 e 60.

A Cango em debate

Após as homenagens, um debate mediado pelo historiador Ismael Vannini discutiu os aspectos fisiográficos, políticos, econômicos e militares que determinaram a criação da Cango pelo governo Getulio Vargas, em 1943, e sua importância no desenvolvimento regional. Participaram do bate papo o empresário Edgar Behne, o jornalista Ivo Pegoraro, o major Coutinho Nascimento e o prefeito Cantelmo Neto.

“O que percebemos, é a efetiva participação do Estado neste processo; foi uma colonização ordenada, com início, meio e fim”, afirmou o prefeito Neto, filho de um dos funcionários da Cango, o tratorista – e posteriormente político – Antonio de Paiva Cantelmo.

A Cango comemorou 70 anos de fundação no último dia 12. A Colônia estruturou estradas e pontes e promoveu o assentamento de posseiros na região fornecendo ferramentas, sementes e viabilizando sua fixação e o início da produção. “Dessa forma de associar-se que iniciou com os trabalhos da Cango e dos primeiros colonos, Beltrão herdou essa referência que é hoje em cooperativismo e no empreendedorismo”, destacou Edgar Behne.

Pegoraro demonstrou documentos do cotidiano da Cango, como a relação de despesas, e o major Coutinho Nascimento explanou sobre a posse da terra da região desde antes do descobrimento do Brasil.