Estão afastados do exercício profissional no setor público de saúde os sete odontólogos sob investigação em denúncia criminal de falsidade ideológica, estelionato e peculato. O Ministério Público, através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) constatou que os referidos profissionais dentistas, contratados pela prefeitura local, atendiam em consultórios particulares nos horários em que deveriam trabalhar para o Município. As investigações tiveram início em novembro de 2015.

Assinado pelo prefeito, Hilário Andraschko (PDT), o decreto cumpre determinação judicial da Vara Criminal da Comarca de Palmas, onde o processo corre em segredo de justiça. Como resultado os servidores ficam com suas atividades suspensas e proibidos de adentrar aos locais de trabalho no Posto de Saúde Central, Unidade Básica de Saúde do Lagoão, Escola de Integração Social de Palmas(EISPAL); Escola Senhorinha Miranda Mendes e Escola Muncipal Nossa Senhora de Fátima. Além da proibição de acesso aos locais  não poderão manter contato com os servidores públicos que atuam no setor odontológico das referidas unidades.

No último dia 22 de março foi realizada a Operação Tiradentes, quando um dos acusados chegou a ser preso em flagrante. Durante as buscas e apreensões foi recolhido material que agora está sendo analisado para comprovação e demonstração do tempo em que foram cometidos tais crimes e para apurar o prejuízo ocasionado aos cofres públicos.

Caso sejam condenados deverão devolver o dinheiro correspondente ao município. Além disso, o Ministério Público deverá instaurar inquérito civil para apurar atos de improbidade administrativa que poderão resultar em ações civis públicas contra os investigados.