Por Evandro Artuzi

A Seção Técnica do Instituto de Criminalística de Francisco Beltrão corre o risco de deixar de existir. A informação foi prestada pelo chefe da DTI (Divisão Técnica do Interior), Perito Criminal Luís Noboru Marukawa durante visita a Francisco Beltrão nesta semana.

 

Conforme ele, a seção sofre com a falta de peritos, tem apenas viaturas sucateadas e a única estagiária que auxilia no local vai trabalhar só até o final de agosto, quando encerra seu contrato com o Estado. Como não há previsão do governo prorrogar seu colntrato, algumas medidas paliativas devem ser tomadas. Uma, seria o fechamento das portas duas ou três vezes por semana, sem atendimento ao público.

Se a situação não for resolvida num curto prazo a direção não vê alternativa e o Instituto será fechado em definitivo. Se isso acontecer Francisco Beltrão e outros municípios do sudoeste voltam a ser atendidos pela Seção Técnica de Guarapuava. Com isso, os poucos peritos que hoje prestam serviço na região seriam transferidos para lá, explica Noboru.

Para evitar a que extinção da seção ocorra, a Divisão do Interior já discute com a direção geral do órgão a contratação imediata de funcionárias para suprir as necessidades. Conforme Noboru, os atuais profissionais em todo o Estado já estão sobrecarregados cumprindo horários maiores, além de realizar plantões fora das seções que estão designados. Apesar de tudo isso, por enquanto, a Seção funciona normalmente.