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Superação, criatividade, empreendedorismo e motivação foram os temas do último dia do II Fórum de Administração do Sudoeste do Paraná, realizado em Palmas na última quinta (13) e sexta-feira (14). O palestrante da noite foi o empresário Geraldo Rufino, que, dentre vários desafios impostos pela vida, apresentou diferentes perspectivas, apontando que o sucesso é “possível para todos”.

Um dos principais palestrantes do país quando o assunto é empreendedorismo, Rufino afirma que seu objetivo foi apresentar referências e um resgate de valores por parte da pessoas. “Quando eu falo de empreendedorismo, é de dentro pra fora, do potencial que temos dentro de cada um de nós, brasileiros, e que tem sido pouco explorado”, diz.

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De catador de latinhas, vendedor de frutas e órfão de mãe desde os oito anos, o empresário afirma que em momento algum encontrou dificuldades. “É isso que eu quero que as pessoas entendam, não tem uma parte sofrida, perder a mãe cedo, trabalhar no lixão, comer no lixo, e hoje ser referência no ramo de reciclagem automotiva, pra mim isso só mudou o tamanho da lata”, reflete.

Sobre o tema central da sua palestra, Rufino avalia que o empreendedorismo é uma maneira de pensar, sendo produtivo e, ao mesmo tempo, gerar novas oportunidades de outras pessoas, não estando envolvido, necessariamente, com a abertura de uma empresa. “Isso não tem nada a ver com CNPJ. Você pode empreender no serviço público, se mudar o seu jeito de pensar. Empreendedorismo é muito mais do que arriscar tudo o que tem e abrir um negócio”, pontua, ressaltando que o brasileiro conta com uma característica empreendedora nata, independentemente de ser o “empregado” ou o “empregador”, restando apenas que o indivíduo “se descubra, acredite em si mesmo e gere resultados para todos”.

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Apesar de defender que todos, sem distinção, têm potencial para crescimento, o empresário aponta que as condições também devem ser iguais. “Eu acredito muito no sistema com meritocracia, desde que se dê condição para todos. Educação. Se nós tivéssemos um governo preocupado com a educação, aí poderíamos pensar na meritocracia. Como é que você vai falar disso com alguém que não teve a oportunidade de estudar?”, questiona.

Para o trabalhador que está buscando evoluir, tanto dentro de uma organização, como aquele que planeja abrir seu próprio negócio, Rufino aconselha a acreditar no próprio potencial e buscar oportunidades. “Nosso país é continental, com mais de 200 milhões de consumidores e qualquer coisa que você quiser produzir, vai ter alguém pra comprar. Então você precisa acreditar, não pensar que é menor. Acreditar em você mesmo e dar o primeiro passo, com iniciativa, sendo o melhor no que faz. E também procurar oportunidades e parar de procurar emprego”, finaliza.