crematório
  • Compartilhe no Facebook

Crematório, próximo a fábrica da Raffer. foto: Leandra Francisquet

O Crematório Jardim das Oliveiras, localizado na PR483, em Francisco Beltrão, vai iniciar as atividades, após três anos de construção, em março de 2015. A estrutura é inédita para a região Sudoeste e terceiro do Paraná, sendo que há um em Curitiba e Maringá.

O sócio-proprietário, Milton Inocêncio, da Unifas Serviços Funerários, que está no ramo há 17 anos afirma que o crematório tem 1300 metros quadrados de área construída, com estacionamento para até 80 veículos e sendo possível realizar até três velórios ao mesmo tempo.

Memorial

Haverá um memorial, que é uma sala para depósito das cinzas, que funcionará como locação, com a possibilidade de incluir algum pertence do ente falecido. A urna que armazena as cinzas varia de R$ 500 a R$ 10 mil, dependendo do material, que pode ser cerâmica, madeira, bronze, pedra ou até mesmo de ouro.

As três salas destinadas aos velórios são interligadas por portas e podem tornar-se numa única sala, em caso de necessidade. Cada sala tem um espaço de repouso para a família.

Há ainda uma capela ecumênica e uma praça de alimentação.

Procedimentos

A cremação dura até 1h40, sendo que o forno tem capacidade para um corpo. A sala do cerimonial tem espaço para até 120 pessoas sentadas. O caixão, chamado de urna, vai todo para o forno, apenas são retirados metais e vidros e, em caso de uso do marcapasso, este também deve ser retirado. Não há acesso ao forno, nem visualmente.

O custo varia de R$ 3.000 a R$ 4.500, conforme os serviços agregados, como locação da capela, cerimonial, músicos, telão com apresentação de vídeos e fotos e chuvas de pétalas de rosas, caso seja opção da família. Para o futuro, a intenção também é oferecer a possibilidade de revoada de pombos correios.

Segundo Milton, o procedimento contribui com o meio ambiente, pois não há emissão de cheiros e nem de fumaça, graças à tubulação. “A cremação deixa de lançar no solo mais de 70 litros de líquidos do corpo. Em países mais adiantados, como a China, este é o único procedimento permitido, até porque não há espaço para o sepultamento tradicional.”

Além disso, a cinza não polui, podendo ser jogada em rios e mares ou mesmo armazenada onde a pessoa desejar.