Neste 11 de junho, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Paraná (Crea-PR) completa 85 anos de existência. Tendo como base o registro, a fiscalização e a disciplina das profissões que regulamenta, o trabalho desenvolvido pelo Crea-PR tem sido primordial para garantir o bom exercício por parte dos profissionais, proporcionando, por consequência, mais segurança à população.

Mais do que celebrar 85 anos de história, o Conselho tem mirado o futuro: se o tema inovação é recorrente em todos os ambientes profissionais, no Crea-PR não é diferente. Assim como nas demais instituições, empresas e marcas, o desafio do momento é encontrar formas de manter sua pertinência e relevância em um novo cenário nacional, que engloba a implementação de novidades tecnológicas, a agilidade e a simplificação de processos.

“Ao atingir 85 anos, comemoramos um passado de glória e que nos levou a ter um Conselho respeitado em todo o país. O momento é de agradecer aos 19 presidentes de gestões anteriores que ajudaram a construir esta história de sucesso e realizações, bem como a todos os envolvidos com o Conselho, Entidades de Classe, instituições de ensino, profissionais, colaboradores e parceiros. O desafio agora é manter essa história, fazer do presente um período de muita atuação para assegurar um futuro que nos reserva ainda muitos avanços”, conclui o presidente do Crea-PR, Engenheiro Civil Ricardo Rocha.

O Conselho descentraliza o atendimento graças às oito Regionais: Apucarana, Cascavel, Curitiba, Guarapuava, Londrina, Maringá, Pato Branco e Ponta Grossa. A Regional Pato Branco compreende os municípios do sudoeste do Estado e também celebra outra data importante no mês de junho. Há 36 anos, era inaugurada a atual sede, que fica na rua Caramuru, número 10, no centro do município pato-branquense.

O Engenheiro Civil Diogo Colella, gerente da Regional Pato Branco, ressalta que as novas tecnologias impactarão cada vez mais as profissões relacionadas às Engenharias, Agronomia e Geociências e, consequentemente, o papel do Crea-PR. “Os profissionais que estão se formando precisam ter outro tipo de perfil, com atuação multidisciplinar, sem estar fechados a áreas específicas. Com o advento da inteligência artificial, big data, omnichannel, entre outras tecnologias, quem não estiver atualizado ficará para trás”, alerta Colella.

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Presidentes de Entidades de Classe sudoestinas com o presidente do Crea-PR, Ricardo Rocha (ao centro) e o gerente da Regional Pato Branco do Conselho, Diogo Colella (à direita). Crédito: Antônio Menegatti

Cesar Rubert, Engenheiro Mecânico, presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Sudoeste do Paraná (Sudenge), lembra que, durante os 85 anos, o Crea-PR sempre esteve presente na representação dos profissionais do sistema. “Sem a fiscalização, muitas empresas não contratariam profissionais e muitos deles estariam trabalhando na informalidade. Sem a presença do Crea-PR, com certeza nós, Engenheiros, não estaríamos presentes”, afirma Rubert.

Para o Engenheiro de Francisco Beltrão, o Conselho acerta ao procurar maneiras de inovar. “O Crea está sinalizando avanços, um exemplo é o novo modelo de Anotações de Responsabilidade Técnica – ARTs (que será implantado em agosto próximo). O modelo adotado coloca o Paraná à frente, com a possibilidade de utilização via dispositivos móveis”, elogia Cesar Rubert.

Sudoeste em números
Na Regional Pato Branco, dos 114 títulos, em oito modalidades (Agrimensura, Agronomia, Civil, Elétrica, Geologia e Minas, Mecânica e Metalúrgica, Química e Segurança do Trabalho), 33 têm profissionais registrados. Quanto à formação acadêmica, a região conta com 28 cursos de nível superior relacionados ao Crea-PR mais duas especializações em Engenharia de Segurança do Trabalho.

Entre os títulos, o de Engenheiro Civil lidera na região, com 965 profissionais. Os Engenheiros Agrônomos somam 954; Engenheiros Eletricistas, 182; Engenheiros Ambientais, 154; e os Engenheiros Mecânicos, com 143, completam os cinco primeiros. A extensão em Engenharia de Segurança do Trabalho tem 204 registros no Sudoeste.

Atualmente, há 2.839 profissionais registrados na Regional: 606 mulheres (21,35%) e 2.233 homens (78,65%). Dentre aqueles com registros ativos, a maioria tem idade entre 22 e 30 anos (1.231 profissionais, 42,7%). Os que têm até dez anos de registro representam 63,5%. Entre as mulheres, a nova geração é predominante: 367 (60,6%) têm entre 22 e 30 anos. Nos homens, o percentual também é o maior, mas é de 37,9%, com 846 profissionais.

O profissional com mais tempo de registro na Regional Pato Branco também faz parte da história do Crea-PR no Sudoeste. Roberto Zamberlan, Engenheiro Civil formado pela UFPR em junho de 1963, tem registro ativo no Conselho há 55 anos.

Zamberlan também foi prefeito de Pato Branco, entre 1977 e 1983. A atual sede do Conselho em Pato Branco foi inaugurada em seu último ano à frente da Administração Municipal. Primeiro Engenheiro Civil do Sudoeste contratado pelo Caixa Econômica Federal para fiscalizar obras financiadas, Zamberlan conta que recebeu solicitação do Crea-PR para acompanhar a construção da estrutura. Roberto Zamberlan relata ainda que a instalação da Regional proporcionou suporte aos profissionais sudoestinos. “Antes [da instalação], não tínhamos apoio algum. Com a Regional Pato Branco, tivemos grande melhora no atendimento”, reconhece Zamberlan, que continua atuando como Engenheiro credenciado na Caixa Econômica Federal.

Entidades representativas
Na jurisdição da Regional Pato Branco do Crea-PR, há nove Entidades de Classe que representam os profissionais de Engenharia, Agronomia e Geociências, somando as quatro Inspetorias: Dois Vizinhos – Associação dos Engenheiros Florestais do Oeste e Sudoeste do Paraná e Associação Sudoeste Paranaense dos Engenheiros Ambientais; Francisco Beltrão – Associação dos Engenheiros Agrônomos de Francisco Beltrão, Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Sudoeste do Paraná e Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná – Regional Sudoeste; Palmas – Associação dos Engenheiros de Palmas; Pato Branco – Associação dos Engenheiros Agrônomos de Pato Branco e Associação Regional dos Engenheiros e Arquitetos de Pato Branco; e Realeza – Associação de Engenheiros da Fronteira do Iguaçu.

 

Da assessoria.