Com o aumento da temperatura nessa época do ano, aumenta também a frequência de pessoas em parques aquáticos, praias, rios e cachoeiras. E é nesse período que o Corpo de Bombeiros atende mais ocorrências relacionadas a afogamentos e buscas aquáticas. Infelizmente a maioria das vítimas, nesses casos fatais, tem entre 1 a 9 anos de idade.

Por isso, o Corpo de Bombeiros está fazendo alguns alertas para evitar que esse tipo de fato ocorra no verão 2014/2015. Geralmente, quando as pessoas se deslocam para um ambiente aquático, ocorre também a ingestão de bebidas alcoólicas e comida. Após ingerir bebida alcoólica, o banhista fica mais confiante para mergulhar em ambientes mais fundos ou fazer travessias, saltar de pedras e cachoeiras. Essa mistura de álcool com o ambiente aquático não combina. É nesse momento que acabam ocorrendo acidentes ou afogamento.

Quanto a ingestão de alimentos, a orientação do Corpo de Bombeiros é para que as pessoas aguardem cerca de 30 minutos após a refeição para entrar na água. Em virtude da digestão do alimento, a volta à atividade aquática, que geralmente é intensa por parte das crianças, pode haver competição no consumo energético utilizado na digestão e nos músculos e causando vômitos e até o afogamento do banhista por fadiga extrema e perda da consciência na água.

O Corpo de Bombeiros lembra ainda que deve ser evitada a prática de saltos e o mergulho em locais de água escura, sem visibilidade do fundo. Nesses locais, geralmente existem galhos, pedras, lixo, dentre outros materiais que podem ferir e, até mesmo, prender o banhista no fundo do rio ou lago, causando o afogamento.

Mas a orientação também vale para pessoas que frequentam piscinas, as quais precisam redobrar os cuidados com as crianças. É necessário sempre providenciar coletes salva-vidas, além de estar junto com as crianças na água. Em residências e clubes onde há frequência de crianças prever uma grade ou cercado para evitar acidentes com os pequenos. Durante o uso da piscina desligar o filtro e se possível utilizar ralos que evitem a sucção da água prenda cabelos ou partes do corpo.

Para os que costumam utilizar barcos e jet­ski, é orientado o uso do colete salva-vidas em todos os tripulantes, inclusive nos que sabem nadar. Desta forma, em caso de acidentes com o veículo, todas as pessoas poderão permanecer na superfície da água até a chegada do socorro.  Nas praias, é importante que se busque informações com os guarda-vidas sobre o local apropriado para banho e sempre seguir as orientações sobre alertas de perigo.

O ideal é sempre estar acompanhado de outra pessoa durante banhos em praias, piscinas e demais locais. Caso uma pessoa se afogue, é interessante não tentar buscá-la a nado e sim jogar um material – corda, boia, pneu, galho – para que agarre e consiga ser puxada de volta para a margem. Mesmo aquelas pessoas que sabem nadar devem evitar fazer um resgate, pois a vítima geralmente está apavorada e pode ocasionar o afogamento do socorrista também. A orientação é deixar para os profissionais habilitados.