Dona de sete parques eólicos já em operação, com previsão de construir mais 21 parques até 2019, com investimentos previstos na casa dos R$ 3,5 bilhões, a Copel – Companhia Paranaense de Energia, tem buscado ventos cada vez mais longe do Paraná. A projeção da estatal é  chegar em 2019 com cinco complexos eólicos concluídos e em operação, no Rio Grande do Norte. O estado potiguar é a base da matriz eólica da Copel, que iniciou os seus trabalhos com os ventos em Palmas, no sul do Paraná, em 1999, com a implantação de um parque, com cinco aerogeradores, que não recebeu ampliações, nem novos investimentos.

Ricardo Goldani Dosso - Presidente Copel Renováveis S/A
  • Compartilhe no Facebook

Ricardo Goldani Dosso – Presidente Copel Renováveis S/A

Em entrevista ao RBJ, o presidente da Copel Renováveis S/A, Ricardo Goldani Dosso, explicou os motivos que levaram a companhia a não explorar mais os potenciais eólicos do Paraná. Salientou que a Copel tem realizado estudos para investir no Estado, no entanto, as condições climáticas e intensidade dos ventos no Rio Grande do Norte, tornam os investimentos mais viáveis naquela região. “Nós temos um retorno maior investindo no Rio Grande do Norte, mas isso não quer dizer que nós não estamos olhando para o Paraná. Existem estudos aí na região de Palmas para que nós possamos ampliar algo nesse sentido”, explicou, porém, sem especificar os possíveis investimentos que poderão ser realizados na região.

De acordo com ele, o Rio Grande do Norte tem os “melhores ventos” do Brasil para geração eólica, alcançando uma média de intensidade de 12 m/s (metros por segundo), enquanto que no Paraná, a média é de 8 m/s.

Na oportunidade, Dosso também citou parcerias firmadas entre a Copel e a WEG, empresa catarinense que está trabalhando no desenvolvimento de aerogeradores. Por meio de acordos firmados, serão instalados na região dos Campos de Palmas mais dois aerogeradores, com capacidade de geração de 2,1 MW cada, que servirão para a realização de experimentos e aferições de equipamentos desenvolvidos pela empresa. Informou que a WEG também é parceira da Copel em um novo empreendimento no Rio Grande do Norte, composto por 13 parques eólicos.

Mesmo com as atenções voltadas para a região Norte, o Sul também poderá integrar a planilha de investimentos da Copel, que não descarta a possibilidade de buscar energia no Rio Grande do Sul, que também se destaca no setor eólico. Porém, assim como no caso de Palmas, não há nada concreto, apenas estudos.