Por Evandro Artuzi com informações da AEN

O Governo do Paraná, por meio da Companhia Paranaense de Energia (Copel), discute participação na futura Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu. O empreendimento foi arrematado em leilão pela empresa Neoenergia, com quem a Copel iniciou entendimentos em 2011, conforme orientação do governador Beto Richa.

 

Leiloada em 2008, a Usina Baixo Iguaçu recebeu no mês passado do governo federal a concessão para o uso do bem público para exploração do potencial de energia. “Com a concessão, mais uma etapa para a construção da usina foi superada. Estamos definindo a participação da Copel no empreendimento, que está situado na base territorial da companhia, pois já operamos três grandes hidrelétricas no Rio Iguaçu”, diz o presidente em exercício da Copel, Jaime de Oliveira Kuhn.

 

Localizada no trecho final do rio Iguaçu entre os municípios de Capanema e Capitão Leônidas Marques, a usina terá potência instalada de 350 megawatts e capacidade para atender ao consumo de uma cidade com 700 mil habitantes. Os investimentos totais previstos chegam a R$ 1,5 bilhão.

 

A futura usina de Baixo Iguaçu será vizinha da Usina Governador José Richa, construída e operada pela Copel desde 1999. A Companhia possui ainda no Rio Iguaçu as usinas Bento Munhoz e Ney Braga. “Uma participação da Copel na Usina Baixo Iguaçu pode gerar economicidade ao empreendimento por vários fatores, tanto pelo conhecimento que a Copel tem sobre o rio como pelas estruturas de operação e manutenção que já temos na região”, afirma Kuhn.

 

“A participação em Baixo Iguaçu é mais um passo na retomada de expansão em geração de energia elétrica que a Copel manteve até o ano de 2004 e agora está sendo recuperada”, diz Jaime Kuhn. “A operação de Baixo Iguaçu pode ser feita, por exemplo, a partir da Usina José Richa, melhorando a rentabilidade do projeto.”