A Copel começa a pagar nesta quarta-feira (20) as indenizações a 60 famílias com propriedades em áreas perto da Usina Governador José Richa (Salto Caxias) diretamente atingidas pela abertura das comportas da hidrelétrica na primeira semana de junho, quando o volume de chuvas atingiu recorde histórico no Paraná.

O levantamento das famílias foi feito pela Copel, junto com a Defesa Civil estadual e as prefeituras de Realeza e Nova Prata do Iguaçu. Os moradores são de áreas ribeirinhas dos rios Sarandi e Quieto, que desaguam no rio Cotegipe, afluente do rio Iguaçu.

“A partir de uma simulação hidrológica com dados da vazão do rio Iguaçu naqueles dias, foi possível projetar quais áreas foram alagadas por conta da abertura das comportas”, explica o diretor-presidente da Copel Geração e Transmissão, Sergio Luiz Lamy.

Além da indenização a essas famílias, a Copel está analisando a possibilidade de conceder ajuda humanitária a moradores ribeirinhos de baixa renda atingidos pela enchente em Realeza, Capanema, Capitão Leônidas Marques e Nova Prata do Iguaçu. “Estamos buscando junto ao Provopar e à Secretaria da Família e do Desenvolvimento Social uma forma de contribuir com algum tipo de auxílio”, comenta Lamy.

Vazão recorde

O grande volume de chuvas entre 5 e 9 de junho fez com que a vazão do rio Iguaçu superasse o recorde histórico registrado durante a grande enchente de julho de 1983. As chuvas tiveram um volume tão acima do normal que na simulação feita pela Copel concluiu-se que, se não houvesse barragens no rio Iguaçu, a vazão teria sido 17% maior nesses dias – o que aumentaria o nível do rio em 1,40 metro.