A doença atingiu uma moradora de Bituruna, sul do Paraná. O caso foi identificado no início de outubro. A paciente foi tratada e está bem. Conforme a 6ª Regional de Saúde de União da Vitória, a paciente contraiu o vírus quando de sua viagem pela Venezuela e posteriormente por Manaus, tendo chegado em Bituruna no início deste mês.Conforme o chefe da regional,  Ary Carneiro Júnior, não há motivo para pânico na região, já que a doença não é autóctone.

A Chikungunya vem preocupando as autoridades sanitárias brasileiras, uma vez que é considerada epidemia em alguns países da África, Ásia e Europa, tendo sido detectado também no Brasil, que até o final de outubro, já havia registrado 828 casos, sendo 299 em pacientes que não deixaram o pais.  O caso de Bituruna é o terceiro a ser registrado no estado do Paraná.

A infecção transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e albopictus  provoca sintomas parecidos com os da dengue, porém mais dolorosos. No idioma africano makonde, o nome chikungunya significa “aqueles que se dobram”, em referência à postura que os pacientes adotam  pelas dores articulares que a doença causa. O caso se agrava ao acometer idosos com diagnóstico de outras doenças, podendo ocasionar morte do paciente. Em pessoas sem histórico as complicações são consideradas raras pela Organização Mundial da Saúde.

A infecção é transmitida pelo aegpty e albopictus.
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A infecção é transmitida pelo aegpty e albopictus.

A preocupação na região aumenta, uma vez que, o mosquito albopictus também é encontrado em áreas rurais e com o calor e as chuvas tem mais facilidade de proliferação, a exemplo do que ocorre no meio urbano com o aegypti.

Dentre os principais sintomas ao infectado está febre repentina; dores nas articulações,  cabeça, e muscular;  náusea e manchas avermelhadas na pele. A principal diferença em relação à dengue são as intensas dores articulares. Em média, os sintomas duram entre 10 e 15 dias, desaparecendo em seguida. Há registros raros de que as dores nas articulares permaneceram por meses e até anos.

Não há um tratamento capaz de curar a infecção. De forma paliativa, são ministrados antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Na permanência de dores uma das opções é o uso de corticoides. As autoridades orientam para que não seja praticada a  automedicação, principalmente a utilização de ácido acetil salicílico(aspirina), antes da obtenção do diagnóstico definitivo, que deve ser feito por profissionais.

Para prevenir a doença a medida mais eficiente e não permitir água parada, locais que os insetos usam para se reproduzir e em situações de alta incidência dos mosquitos, a utilização de telas nas janelas.