Por Ivan Cezar Fochzato

 

Na próxima segunda-feira (23), as 19h30, no auditório do Sindicato Rural de Palmas, Paraná, as relações do trabalhistas  no campo estarão sendo discutidas num encontro entre justiça do trabalho, empregadores rurais e contadores de empresas.

 

 Na oportunidade estará presente, a Procuradora do Ministério Público do Trabalho, Dra. Sueli Teixeira Bessa,  que  abordará aspectos relativos à regularização do trabalho rural; erradicação do trabalho em condições degradantes/análogas à de escravo. O objetivo do encontro é orientar e conscientizar os empregadores para que ahajm de acordo com as leis na hora de recrutarem trabalhadores rurais.

 

Dentre essas condições que caracterizam o trabalho escravo atualmente, além do trabalho forçado, estão o recrutamento para funções com falsas promessas de excelentes salários e acomodações; alojamento inadequado (cozinha sem teto, quartos sem armários individuais, banheiros sem portas; falta de fornecimento de boa alimentação e água potável (comida sendo preparada no chão, água sem tratamento sendo utilizada para consumo, alimentos contaminados por agrotóxico; falta de fornecimento de equipamentos de trabalho e de proteção.

 

 Constantemente são desenvolvidas ações de resgate de trabalhadores em municípios da região sul do Paraná, com vários registros em General Carneiro, Bituruna e Palmas em função das características das atividades desenvolvidas no setor rural.

No último mês de julho, o Ministério Público e Procuradoria Geral do Trabalho do estado, encontraram no interior do município de Palmas, em uma fazenda, um alojamento de trabalhadores rurais contratados para podar uma plantação de  pinus e classificaram a situação em que se encontravam à uma condição análoga a escravidão.

 

Uma equipe formada por auditores do trabalho, um procurador e policiais federais entraram nas fazendas em Palmas e autuaram a empresa por exploração de trabalho em condições análogas à escravidão.