Ministério Público encerrou na última semana os procedimentos relativos a “Operação Tiradentes”, que investigou dentistas que atuavam no serviço público de saúde em Palmas, sul do Paraná e acusados de não cumprir seus horários  para atuar em consultórios particulares. Cinco profissionais foram denunciados criminalmente. Em ações civis  por atos de improbidade administrativa, o Ministério Público pede também a restituição aos cofres públicos do valor de R$75.886,48. As investigações de outros quadro dentistas foram arquivadas por falta de indícios e provas que materializassem as acusações.

Os cinco foram acusados de ter praticado o crime do art. 313-A do Código Penal. A pena é de reclusão, de 2  a 12 anos, e multa.Com a conclusão, foram arquivadas as investigações contra os dentistas Célio Schernoski Ribas, Cristiane Raquel Cerutti, Ronilson Hirassaki e Marcos Vicenzzo, tendo em vista que o Ministério Público do Paraná não obteve provas que indicassem que estes servidores  tenham descumprido o horário de serviço.

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Material apreendido na Operação Tiradentes. Arquivo/RBJ

As primeiras denúncias de que  os acusados batiam ponto eletrônico em vários locais da administração municipal e se dirigiam para seus consultórios particulares e, posteriormente retornavam para bater o ponto surgiram em novembro de 2015. Segundo o promotor José de Oliveira Junior – que coordenou as ações – foram materializadas diversas provas, fotografias e filmagens realizadas pela equipe do GAECO e Setor de Inteligência da Polícia Militar. Tais fatos desencadearam, em março do ano passado, a Operação Tiradentes que apreendeu farto material em consultórios e departamentos da administração pública.

Os denunciados deverão responder ao Poder Judiciário, que então decidirá pela responsabilização ou de seus atos.