Deverá entrar em votação na Assembleia Legislativa do Paraná,  Projeto de Lei propondo a aprovação para construção do Complexo Eólico Palmas II, empreendimento energético projetado para instalação nos Campos Palmas, na região Sul do Estado.

Projeto iniciado em 2009, o Complexo Palmas II é capitaneado pela Enerbios, empresa integrante do Grupo Enercons, em sociedade com a  empresa curitibana Cia Ambiental, com a alemã INNOVENT e com a Ventos Sul Energia, empresa sediada em Abelardo Luz, Oeste de Santa Catarina.

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“Aguardamos a autorização da Assembleia para obtermos a Licença de Instalação”, explica Pugnaloni (Foto: Arquivo/RBJ)

Em entrevista à Rádio Club/RBJ, o diretor-presidente do Grupo Enercons, Ivo Pugnaloni, comentou sobre o andamento do projeto, cujo cronograma prevê o inicio das operações comerciais em janeiro de 2021. Salienta entretanto, que o empreendimento deve ainda passar pela autorização da Assembleia, conforme previsto na Constituição do Estado. “Apenas o Paraná e o Mato Grosso do Sul têm essa exigência”, considerou.

O executivo lembra que o projeto já obteve a Licença Ambiental Prévia em dezembro de 2018, passando agora pelo processo de negociações com fornecedores de aerogeradores, torres, serviços de terraplenagem, fundação e obras civis. “Além da estruturação financeira, porque estamos falando de um empreendimento com investimento total de R$ 1,3 bilhão”, destacou.

Inicialmente, o projeto do Complexo Eólico Palmas II previa a geração de 200 MW (Megawatts), através de oito parques, totalizando 100 torres. Entretanto, explica Pugnaloni, os avanços tecnológicos exigiram algumas alterações, como a escolha de novos aerogeradores. “Houve uma evolução muito rápida no último ano. Não se fabricam mais os aerogeradores que nós tínhamos projetado, de 2,5 MW. Agora, os menores no mercado são de 3,5 MW”, relata, salientando que a potência total do complexo permanecerá a mesma, mas o número de torres deverá ser reduzido.

Sobre prazos para o inicio da construção, o executivo destaca que o projeto está dividido em três fases: a primeira com a entrada em operação de 10 MW, a segunda com mais 40MW e a terceira com mais 150 MW. “Nós estimamos para janeiro de 2021 o inicio das operações comerciais da primeira fase; a segunda em janeiro de 2022 e a terceira em janeiro de 2023”, revelou.

Ouça a entrevista: