Por Larissa Mazaloti

 

A gastronomia tradicional da região sudoeste, no Paraná, valoriza produtos naturais e derivados. O crescimento das atividades de vitivinicultura em Francisco Beltrão garante o bom vinho, o suco de uva, a geléia e a própria fruta in natura.

 

Há dez anos o município de um programa que garante aos produtores rurais a assistência técnica necessária para uma colheita satisfatória em quantidade e qualidade. A colheita da safra 2010/2011 em Beltrão começou ainda no mês de dezembro, com previsão de finalizar até o dia 15 de janeiro. A data acabou sendo alterada por conta das chuvas freqüentes que atrasam um pouco o amadurecimento da uva. A informação é do engenheiro agrônomo da secretaria municipal de Agricultura, Névio Mazzocchinn que prevê cerca de mil toneladas de uvas colhidas até o fim de janeiro.

 

De acordo com Mazzochinn a colheita inclui, desde as uvas que vão para a industrialização até os parreirais de fundo de quintal. O levantamento é feito junto ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

 

Entre as prioridades da secretaria de Agricultura é a qualificação dos produtores. A criação de uma associação e de uma cooperativa possibilita a regulamentação para o comércio e aumenta a participação do vitivinicultores em cursos e eventos da área.

 

Mercado

 

Apesar da avaliação positiva da colheita em Francisco Beltrão, a demanda é significativa e ainda não é possível dispensar a produção de fora. A uva de mesa produzida ainda não é suficiente e para abastecer os mercados da cidade o ano todo, Marialva “a capital da uva fina do Paraná” é um dos grandes fornecedores. No entanto, a produção de fora só chega quando termina a local.

 

O engenheiro agrônomo alerta que o ritmo do avanço na produção deve estar alinhado com as condições de quem produz e da propriedade. “O mercado da uva é bom, saudável e dá dinheiro”, garante Mazzochinn. Segundo ele, no Rio Grande do Sul, a uva americana chegao ao consumidor no valor de R$ 0,52 e a bordô, a R$ 0,90. Em Francisco Beltrão a uva Niágara não baixa de R$ 1,20 e a bordô fica na casa dos R$ 1,10. Este preço não baixa há três anos.

 

Assistência Técnica

 

Qualquer produtor que pretende plantar ou já planta uva como diversificação e aumento da renda familiar pode procurar a secretaria municipal de Agricultura. Será realizada uma visita, uma avaliação do local e um estudo da mão de obra necessária.

 

O engenheiro agrônomo da prefeitura ressalta que a vitivinicultura só pode dar certo se todas as condições forem favoráveis e o produtor, seguro do que está fazendo. O custo, quando o programa começou há dez anos, era de R$ 10 mil o hectare e atualmente, R$ 50 mil e só a partir do terceiro ano é que se produz.
Ainda estão no planejamento da secretaria de Agricultura de Francisco Beltrão, programas de incentivo ao plantio de pêssego, laranja, ameixa e figo.