O Colégio Estadual Quilombola Maria Joana Ferreira, de Palmas, Sul do Paraná, realizou na quinta-feira (19), o 6º Encontro da Consciência Negra. No evento, uma série de trabalhos artísticos e culturais desenvolvidos pelos alunos da instituição foram expostos. Conforme explicou uma das organizadoras do Encontro, a pedagoga Maria Isabel Cabral da Silva, eventos dessa natureza são oportunidades de a comunidade quilombola mostrar a sua cultura e os seus costumes e defender a luta pelos seus direitos.

Lamentou o fato de o preconceito ainda se manter presente na sociedade brasileira, mas destaca o trabalho desenvolvido em sala de aula com os alunos, amparado por uma série de políticas públicas. “Estamos a passos lentos, mas eu creio que dentro de alguns anos teremos uma sociedade mais justa”, avaliou, citando a ampla participação de escolas e instituições de ensino de vários municípios da região, demonstrando a diversidade e o interesse por essa cultura.

Durante o Encontro, lideranças quilombolas das comunidades Adelaide Maria Trindade Batista, Castorina Maria da Conceição e Tobias Ferreira  falaram sobre a importância de defender e lutar pelo reconhecimento dos direitos de todos os cidadãos, independente da cor da pele. Para o presidente da comunidade quilombola Adelaide Maria Trindade Batista, Alcione Ferreira da Silva, o principal objetivo da comunidade negra no Brasil é “não ter mais que lutar por políticas públicas para os negros. Que sejamos todos iguais em todos os parâmetros da sociedade”.

Os trabalhos apresentados no Encontro da Consciência Negra são desenvolvidos durante todo o ano letivo pelos alunos do Colégio Quilombola, tendo a semana do dia 20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra – como principal data do calendário letivo da instituição.