Para destacar  e rememorar a história, realizações e trajetória de vida de Dom Carlos Eduardo de Sabóia Bandeira de Mello, o estabelecimento educacional de Palmas, sul do Paraná, que leva o nome do primeiro Bispo da Diocese está desenvolvendo o projeto  Projeto Conhecendo e Ressignificando Dom Carlos.

Como parte das atividades,nesta quarta-feira(21), às 14h00 no Centro Cultural Dom Agostinho  haverá uma roda de conversa com professores historiadores, autores do livro sobre Dom Carlos,  Adilson Mendes, Heloina Ribas e João Paulo Rocha.

Explicou a Diretora, prof. Marla Almeida, que o evento é gratuito e aberto a toda a população. Além desta programação, no dia 30 de Junho nos três turnos,  serão realizadas apresentações sobre a história do Bispo na quadra do Colégio envolvendo também ex-alunos e ex-profissionais que atuam o Colégio.

Entre 22 e 26 de Maio foi realizada na escola a Semana da Memória que promoveu o encontro de ex-alunos e ex-funcionários que fizeram parte da história do colégio. As experiências relatadas,  posteriormente, integrarão um livro como motivação ao conhecimento científico e valorização do ser humano.

Dom Carlos Eduardo nasceu em Petrópolis em l º de julho de 1902, sendo seus pais o desembargador, João Pedro Sabóia Bandeira de Melo e D. Carolina Pinheiro Bandeira de Mello. Foi o último filho da numerosa família Sabóia Bandeira de Melo, estimadíssima nos meios sociais petropolitanos, já que seu pai aqui exerceu durante longos anos as altas funções de Juiz de Direito, “deixando seu nome impresso em milhares de corações pela probidade e nobreza de sentimentos, amplamente patenteadas no longo exercício de suas altas funções” , conforme destaca matéria do Jornal Tribuna de Petrópolis, de 1948.

Dom Carlos Eduardo perdeu o pai com apenas quatro anos de idade e bem cedo sentiu sua inclinação para a vida religiosa, ingressando na Ordem Seráfica. Assim, em 10 de fevereiro de 1911, ingressou no Seminário Seráfico Santo Antônio, em Blumenau, Santa Catarina, onde em seis anos concluiu o Ginásio, entrando em seguida para o noviciado da Ordem Franciscana em Rodeio, no mesmo Estado.

Em seguida cursou Filosofia no Convento Bom Jesus, em Curitiba, e logo após Teologia no Convento dos Franciscanos, em Petrópolis, cidade onde foi ordenado sacerdote, em 4 de janeiro de 1925, por Dom Agostinho Benassi, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus.

Foi professor e prefeito do Seminário Seráfico de Rio Negro no Paraná e coadjutor e pregador nas paróquias de rio Negro e Mafra, em Santa Catarina. Eleito definidor provincial da Província da Imaculada Conceição no Brasil, encontrava-se no exercício destas funções, quando, a 1 º de agosto de 1936, foi nomeado administrador apostólico da Prelazia do Senhor Bom Jesus da Coluna dos Campos de Palmas, pelo Papa Pio XI.

A formação do clero lhe mereceu especial atenção, empenhando todo os seus recursos de zelo apostólico na construção do primeiro Seminário de Palmas, inaugurado a 25 de março de 1940. Em 13 de dezembro de 1947, em reconhecimento aos relevantes serviços por ele prestados, foi agraciado pela Santa Sé com a nomeação para bispo da Diocese de Girba, na Itália continuando a ser Prelado de Palmas.

Sua sagração episcopal ocorreu a 14 de março de 1948, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Petrópolis, sendo sagrantes o Núncio Apostólico Dom Carlos Chiarlo, acompanhado de Dom Inocêncio Engelhe O.F.M., bispo de Campanha e Dom Antônio Reis, bispo de Santa Maria (RS). A imponente cerimônia, realizada sob a competente direção de Monsenhor Joaquim Nabuco, que atuou como mestre de cerimônias, foi assistida pelo Príncipe Dom Pedro, chefe da Família Imperial, pelos inúmeros amigos do novo bispo e por seus irmãos franciscanos.

Com a fundação do Seminário São João Maria Vianney, em Palmas, Dom Carlos Eduardo conseguiu ligar seu nome à vida de centenas de Sacerdotes, Do mesmo modo, graças ao seu zelo apostólico, foi fundado em 1 º de julho de 1967, o Conselho Pastoral, Educacional e Assistencial (CPEA) responsável pela manutenção da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Palmas, instalada a 11 de novembro de 1968.  Faleceu em 6 de fevereiro de 1969 e seu  corpo está sepultado na cripta da Catedral do Senhor Bom Jesus em Palmas.