Com uma estrutura com mais de 30 anos e necessidades urgentes de reformas e modernizações, a unidade da Codapar (Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná) de Palmas, sul do Estado, pode ser repassada para a iniciativa privada. A informação é do presidente da companhia, Tino Staniszewski, em entrevista à Rádio Club de Palmas, nesta quarta-feira (28).

"Unidade de Palmas está dentro desse projeto.", informou Staniszewski
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“Unidade de Palmas está dentro desse projeto.”, informou Staniszewski

Segundo ele, a Codapar está passando por um processo de reestruturação de todas as suas unidades. Atualmente, a companhia conta com 13 unidades armazenadoras de grãos, duas unidades frigoríficas (Guarapuava e Palmas), 4 unidades operacionais e um porto seco. Salientou que está sendo realizada a análise do desempenho de cada unidade, para se buscar parceiros para a modernização das mesmas.

Destacou que o modelo de parcerias será definido por cada localidade, respeitando as suas características. Informou que todas as unidades estão sujeitas a propostas, visto que o Governo do Paraná, dono de 96% das ações da empresa, não tem condições de realizar as manutenções necessárias para as estruturas. “A unidade de Palmas também está nesse projeto de reestruturação. Claro que não é nada da noite para o dia, mas se aparecerem parceiros dispostos a investir na cidade, nós vamos sentar e estudar a melhor forma”, citando o exemplo dos produtores de maçã e batatas de Palmas e municípios vizinhos que utilizam a estrutura da Codapar e que poderiam reunir-se, em forma de consórcio ou cooperativa, para conduzir a unidade palmense, que conta com 19 câmaras frigoríficas e 03 ante-câmaras, com capacidade para armazenamento de 7.000 toneladas e classificação de 12 ton./hora.

Reconheceu Staniszewski, que os custos para armazenagem na Codapar de Palmas apresentaram elevação acentuada, o que motivou uma reunião entre produtores e representantes da Secretaria de Agricultura e fez com que alguns fruticultores cogitassem levar sua produção para armazemanento e embalagem em Santa Catarina. Explicou que esses aumentos ocorreram em decorrência do aumento da energia elétrica e manutenções, além da estrutura de pessoal, que se torna mais cara do que a iniciativa privada.  “Então essa busca por parcerias é justamente para isso, diminuir os custos da unidade. É uma unidade importante, que cumpriu um papel relevante para a região quando foi construída lá na década de 1980, mas que ao longo do tempo vem exigindo manutenções e gastos muito elevados.”, avaliou.

Informou que até o final do mês de novembro estarão sendo concluídos os estudos de valores das unidades, custos operacionais, custos para modernização, para que então o Governo tome conhecimento da realidade de cada unidade e os interessados em firmar parcerias possam apresentar suas propostas.