Segue a todo vapor a colheita de maçãs  da safra 2013/2014 em Palmas, sul do Paraná. Além das lavouras o movimento é grande junto as unidades classificadoras. Após a colheita e processamento de cultivares precoces, como a Eva,  neste momento estão sendo colhidas e processadas as cultivares da variedade Gala. O ciclo deve ser encerrado em meados do mês de junho, com  a  Fuji. 

O Portal RBJ  foi até a unidade da CODAPAR – Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná, localizada às margens da PRC 280, num tos trevos de acesso a cidade, para registrar  o ritmo de trabalhos para a classificação e armazenamento de 7,5 mil toneladas das 13,5 mil previstas nesta safra.

Além da produção dos pomares palmenses, o complexo  também atende produtores de várias regiões. Conforme o gerente, Carlos Roberto Rodrigues Góis, oitocentas toneladas de um produtor Papanduva(SC) foram encaminhadas para Palmas. Segundo informou, neste momento, estão armazenadas nas gigantescas câmaras frias, 450 toneladas  de batata semente  e outras 1,3 mil toneladas de maçã.

A unidade local tem  capacidade de classificação superior  a 12 toneladas por hora e a produção pode ser armazenada em 19 câmaras frigoríficas, que mantém a temperatura em 0 (zero) grau e em três ante-câmaras que servem para o resfriamento da produção que chega dos pomares antes de serem classificadas.

Pouco conhecida  internamente até mesmo pelos palmenses, a unidade armazenadora  Codapar é um das empresas que mais gera ISS – Imposto Sobre Serviços  para o município de Palmas e  nesta época acentua-se a oferta de empregos. Atualmente, entre servidores efetivos e trabalhadores temporários, 65 desempenham suas funções na unidade. Além disso é intenso o movimento de caminhões que chegam das lavouras e que saem carrregados para os centros consumidores em todo o país.

Além da CODAPAR, no município de Palmas há outros três sistemas particulares de classificação e armazenamento ligados aos próprios produtores que absorvem aproximadamente outras seis mil toneladas de maçãs, como por exemplo, Pomar Lovo, outro grande produtor do município.

 MÃO DE OBRA

Conforme informações de fontes ligadas ao setor, uma das grandes dificuldades encontradas pelos produtores de maçã, está relacionada a escassez de trabalhadores para  a colheita da safra em Palmas, neste ano. Atualmente cada trabalhador recebe entre R$ 40 e  R$ 50,00 reais  por dia trabalhado nos pomares