Por Larissa Mazaloti

 

Garantir a acessibilidade foi intenção da clínica odontológica Atual Sorriso, em Francisco Beltrão, quando adquiriu um equipamento diferente. Uma cadeira de rodas com uma esteira acoplada como base, o que possibilita subir e descer escadas. O Diretor Executivo da Atual Sorriso, Valdir Moreira chama a cadeira de carro escalador e explica que a empresa prevê o crescimento aliado a alguns fatores, e um deles, é ser uma empresa acessível. “Sabemos que existe uma luta das pessoas pela acessibilidade, e tentamos nos antecipar”, diz.

 

A solução teve que ser encontrada porque o prédio onde fica a clínica é uma construção antiga e não viabilidade para adaptações, como um elevador ou uma rampa.

 

O diretor informa que será colocada uma placa na porta avisando a quem precisa do equipamento, seja deficiente físico, idoso ou algum outro caso de dificuldade de locomoção, para que aperte o interfone e solicite a cadeira. Moreira conta que há uma pessoa capacitada para levar o equipamento, acomodar o paciente e acompanhar o trajeto.

 

Quanto à segurança, é garantida, afirma ele. “E é também confortável, numa posição normal, como se estivesse sentado numa cadeira convencional”, explica.

 

Uma placa na porta avisando o deficiente interfona e tem uma pessoa treinada para buscar o paciente, cadeira disponível durante as 8 horas de expediente.

 

Cada cadeira, como esta que está na clínica em Beltrão, custa R$ 24 mil. Moreira considera a possibilidade de que mais equipamentos venham para solucionar o problema de locais que não podem ser adaptados.

 

Quem ficou empolgado com a ideia e na torcida para que outros empresários sigam o exemplo, foi o presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Francisco Beltrão, Nelson Suanaze. Para ele, a iniciativa do empresário mostra que o trabalho de reivindicação e conscientização realizado pelos associados, está dando certo.

 

O presidente sugere que outros empresários e comerciantes conheçam o equipamento. “É importante saber que existem alternativas para a acessibilidade sem precisar mexer na estrutura do prédio”, argumenta.