A Agência de Desenvolvimento do Sudoeste do Paraná e a Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop) com apoio da Fiep, Cacispar, Sebrae e mais 60 entidades, instituições e movimentos sociais estão realizando seminários em cidades pólos para discutir a implementação do PDRI (Plano de Desenvolvimento Regional Integrado) em sub-regiões.

Na noite desta quarta-feira (26) foi a vez da sub-região de Pato Branco definida como Vale do Chopin reunir-se no Sebrae. A sub-região abriga ainda os municípios de Chopinzinho, Bom Sucesso do Sul, Vitorino, Coronel Vivida, Mariópolis e Itapejara do Oeste. No próximo mês será feito seminário na sub-região Vale do Marrecas, em Francisco Beltrão, fechando o ciclo desta etapa de discussões nas sub-regiões. Já ocorreram seminários nas sub-regiões do Planalto (Palmas e os municípios próximos), Vale do Iguaçu (Dois Vizinhos e municípios ao entorno) e Fronteira (Realeza e municípios próximos).

PDRI nas sub-regiões

A realização da I Jornada pelo Desenvolvimento do Sudoeste através dos seminários sub-regionais está apresentando às lideranças e representantes de entidades e instituições a proposta de articulação por meio do PDRI. Além do fator proximidade os municípios ao entorno das cidades pólos podem pleitear iniciativas que possuem potencial em comum. A meta é criar mais um mecanismo para que o Sudoeste consiga avançar na qualidade de vida e elevar esse padrão para pelo menos 60% da população até 2020. O PDRI foi criado justamente para alinhar o desenvolvimento regional a médio e longo prazo conforme suas características, vocação e potencialidade.

Vale do Chopin

No seminário em Pato Branco o diretor da Agência Célio Boneti fez um breve resgate histórico do Sudoeste para que os agentes participantes possam saber como foi formada a região e o que somos hoje. “Precisamos ter plena consciência de onde viemos e o que somos para planejar o futuro. Nossa história mostra que movimentos fortes transformaram nossa realidade e ainda estão agindo por meio de ações cooperativas, de associativismo. Acredito que esse instinto de cooperação possa ser fundamental para estimular novas iniciativas para ampliar o desenvolvimento das sub-regiões, e que podem atingir todo o Sudoeste”, salientou Boneti, que também apresentou um resgate de definição territorial e do propósito do PDRI.

Alguns dos exemplos de união de forças pela região é datado desde 1962 com a criação do Gestop (Grupo Executivo para Ocupação de Terras no Paraná), Amsop em 1968, assim como Acamsop´s, Cacispar, Pacto Nova Itália, Planos Agrícola, instituições de crédito, Agência, Carta Sudoeste e tantos outros.

O representante da Amsop José Kresteniuk salientou o bom momento que a região está vivendo justamente por haver essa mobilização conjunta por demandas que beneficiem o Sudoeste. “Nos últimos anos temos conquistado muitas coisas e sendo referência até para outras regiões e o País por manter a união por essas lutas. Desde a Carta do Sudoeste foram definidas reivindicações que estão sendo conquistadas, como melhoramentos em rodovias, Embrapa, novas sedes dos Centros Regionais de Especialidades (CRE), agora com a Carta da Saúde que se tornou um exemplo para todo Estado, e tantas outras bandeiras que se tornam realidade por haver essa integração”, exemplificou Kresteniuk.

O PDRI

Na oportunidade esteve discutindo com as lideranças o papel do PDRI o consultor do Sebrae em Cascavel e orientador para criação do Plano Carlos Guedes. Mostrou que a partir de 2010 surgia na região ações temporais e muito individualizadas (de município) e que não se tinha propostas concretas para o Sudoeste. “A prioridade para uma região se desenvolver é através da integração. Precisamos unir o pensamento em prol de iniciativas que propiciem o avanço coletivo, se não fracassa. Podemos trabalhar em todas as propostas, mas temos que identificar as promissoras para obter sucesso. O PDRI veio para alinhar isso e dar caminho para pelo menos até 2020”, disse Guedes em parte de sua fala.

A partir de agora as sub-regiões assumem o desafio de se articularem por meio das lideranças que representam as instituições, entidades, associações, cooperativas, terceiro setor e até iniciativa privada para pensar ações microrregionais. Para isso é preciso identificar os atores sociais que possam interagir com a comunidade.