Pouco mais de três meses após o Estado de Santa Catarina enfrentar uma das piores enchentes de sua história, novamente as águas voltam a assombrar a população catarinense. Na tarde de segunda-feira (29), a barragem do Vacaro, às margens da BR-282, em Ponte Serrada, oeste do Estado, mais uma vez não suportou o volume de água e se rompeu. Fato semelhante já havia sido registrado no final do mês de junho, quando até mesmo a população do município de Arvoredo, há 120 quilômetros do local foi evacuada, como medida de segurança.

O Corpo de Bombeiros esteve no local, trabalhando no auxílio da passagem dos veículos, para evitart que o trânsito fosse interrompido. Porém, devido à quantidade de água que invadiu a pista, grandes filas se formaram nos dois sentidos da rodovia.

O trânsito voltou ao normal por volta das 19h00. A orientação é que os motoristas tenham cuidado ao transitar pelo trecho, visto que galhos e pedras foram arrastados para o meio da pista, além de o acostamento não aguentar ao volume de chuva e ceder.

Entretanto, não foi somente no interior que as chuvas causaram prejuízos. No perímetro urbano de Ponte Serrada, os moradores ribeirinhos também enfrentaram a força dos rios que cortam o município e que começaram à transbordar por volta das 05h de ontem (29). Várias ruas foram tomadas pela água e a população continua em alerta, com a previsão de um acumulado de 27 milímetros de chuva para as próximas 24 horas.

Em Vargeão, a situação não foi diferente. Diversos pontos da cidade apresentaram bueiros entupidos e rompimentos de galerias pluviais, ocasionando no alagamento de várias casas na área central. Um muro foi derrubado pela água, que atingiu mais quatro residências. No interior, a população sofre com estradas, cabeceiras de pontes e bueiros danificados pela chuva, além de casas e galpões alagados. Um aviário foi atingido por um raio, que ocasionou a morte de 500 aves de postura.

No município de Água Doce, uma queda de barreira, na SC-352, movimentou equipes da prefeitura municipal durante toda a manhã na retirada de terra e pedras que tomara conta da pista, na altura da Km 106.