Chefe de Carceragem lamenta ocorrido na Cadeia Pública de Palmas

por Ivan Cezar Fochzato em 19 de junho de 2018 15:39
por Ivan Cezar Fochzato em 19 de junho de 2018 15:39

O Chefe de Carceragem lamentou  o fato ocorrido na Cadeia de Palmas, que culminou com a  prisão de dois carcereiros, na noite de ontem(18) sob suspeita por ações que poderiam resultar na fuga em massa dos detentos. Já foi solicitado ao DEPEN  novos servidores para o plantão na carceragem.  Um dos suspeitos é servidor contratado via Processo Seletivo Simplificado  pelo governo do Estado. Outro é funcionário do governo municipal de Palmas, cedido ao serviço penitenciário local.

Conforme o Agente do Departamento Penitenciário do Estado(DEPEN), Alexander Gonçalves Aquino, sempre se busca realizar um trabalho de orientação e formação dos servidores com base em trâmites e procedimentos legais, para que isso nunca ocorra. “ Acho inadmissível o que aconteceu”, resumiu. Ao recomendar cautela sobre a questão, por envolver colegas de trabalho,  disse que cabe à Polícia Civil, Ministério Público e Poder Judiciário apurar os fatos e avaliar as condutas dos supostamente envolvidos. Ouça a manifestação

Conforme o Delegado, Victor Hugo Guaita Grotti, de forma imprudente, dois carcereiros deixaram duas portas da carceragem abertas, o que possibilitaria uma fuga em massa dos 80 detentos caso a situação não fosse percebida e contida pelos policiais civis, com o apoio da Polícia Militar.

Após a contenção foi realizado  bate-grade, triagem e contagem, sendo  localizado um dentro de uma lixeira um dos presos que aguardava o melhor momento para fuga.  Os carcereiros foram atuados pelo crime de facilitação, conforme previsto Código Penal(CP). Explicou o chefe de polícia que foi arbitrada a fiança e em breve serão encaminhados os procedimentos ao Ministério Público e Poder Judiciário para análise.

Há poucos meses na coordenação da Cadeia Pública, Aquino informou que já fez um levantamento das deficiências na estrutura do prédio e as dificuldades para a guarda e condução dos presos internamente. “A gente tenta trabalhar a segurança dos presos, agentes e comunidade, levando-se em conta o princípio da humanização”, ressaltou.

Para suprir a deficiência de carcereiros, já solicitou que sejam designados novos servidores para o plantão de guarda da carceragem.

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