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O município de Coronel Domingos Soares está comemorando nesta segunda-feira(10) a realização do plebiscito que determinou há 22 anos  a emancipação do então distrito do município de Palmas. A programação comemorativa está sendo desenvolvida desde a última sexta-feira(07). Hoje é feriado no município.

Foi criado em 21 de dezembro de 1995 pela Lei Estadual nº 11.265. A data de instalação é 1º de janeiro de 1997.  Com a 15ª extensão territorial do Paraná, com 1.557.894 km², tem uma população estimada pelo (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social 7.547 habitantes; sendo 5.565 são eleitores.

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Coronel Domingos Soares faz divisa com 06 municípios: Reserva do Iguaçu, Pinhão, Bituruna, Mangueirinha, Clevelândia e Palmas. Tem 17 comunidades, 07 assentamentos rurais, 01 vila rural e 01 distrito (Ubaldino Taques).

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O então Distrito Administrativo Municipal e  Distrito Judiciário Estadual fora criado em 04 de maio de 1954, no Edifício da Prefeitura Municipal de Palmas. Decretado pela Câmara Municipal e Sancionado pelo então Prefeito Municipal, Amílcar Saporiti, através da Lei nº 129. Na ocasião escolheu-se como sede o Bairro do Retiro. Em 1964, criou-se o Distrito Judiciário, com a denominação de Coronel Domingos Soares. Fcou com as seguintes divisas: como ponto de partida, no Município de Palmas, o rio Chopim, seguindo por este até a divisa do Município de Mangueirinha, descendo por este, ainda, até a foz do rio Butiá, no rio Iguaçu, subindo até a foz do rio Iratim, seguindo, ainda, por este até a foz do rio Estrela, subindo até a cabeceira do arroio Butiá que deságua no rio Chopim, ponto de partida, fazendo divisa com os municípios de Clevelândia, Bituruna e Reserva do Iguaçu e Palmas.

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O município leva o nome Domingos Soares nasceu em 16 de abril de 1852, em Guarapuava-Pr. Filho do Coronel Joaquim Mendes de Souza, (um dos participantes da primeira expedição exploradora dos Campos de Palmas) e de Dona Cezarina Antonia de Jesus. Domingos Soares passou a maior parte de sua infância na Fazenda São Joaquim, no Município de Palmas, para onde veio residir ainda pequeno. Casou-se com Maria Lourenço de Araújo.

Com o irmão, José Maciel de Souza, que era proprietário de 1.400 alqueires na Fazenda Fortaleza, montou em sociedade um engenho de cana para a fabricação de açúcar, pinga e álcool. Foi proprietário de uma área de 750 alqueires na cabeceira do Rio Jangada, na época Distrito de General Carneiro, uma área de 326,5 alqueires na localidade de Cacumbangue, hoje Município de Cel Domingos Soares, além de propriedades em Chapecó e Palmas. Foi um fazendeiro que sempre deu atenção a esta atividade, buscando, inclusive, na Argentina técnicas de aprimoramento para a criação. Quando faleceu em 1928 Domingos Soares, segundo consta do processo de inventário da Comarca de Palmas, possuía mais de 3.400 alqueires de terras, além de outros bens.

Mostrou-se ávido pelo progresso de sua região, sendo deputado estadual de 1914 e 1918 e de 1912 a 1916. Em 1925 exerceu o cargo de prefeito do Município de Palmas. Domingos Soares teve participação de relevância na Revolta do Contestado, guerra da história brasileira que transcorreu de forma mais acentuada entre os anos de 19 de dezembro de 1916. Em 10 de dezembro de 1926, juntamente com familiares e amigos, comemorou Bodas de Ouro ao lado de sua esposa, coroando a passagem de seus 50 anos de enlace matrimonial.

Cel. Domingos Soares faleceu em 13 de março de 1928, com 76 anos de idade, na Fazenda Pitanga, em Palmas, onde achava-se em tratamento de saúde, no exercício de seu segundo mandato como prefeito de Palmas. No Museu Público de Palmas, além de outros objetos, está guardado em redoma de vidro um par de botas pretas que foram de sua propriedade.