Por Evandro Artuzi 

Um ano se passou e a comunidade regional ainda não tem nenhuma resposta sobre a causa do incêndio que vitimou quatro pessoas na comunidade de Lajeado Bonito, interior de Enéas Marques. Era madrugada do dia 07 de janeiro de 2010, uma quinta-feira, quando, por volta das 02h33, o Corpo de Bombeiros de Francisco Beltrão recebeu um chamado para combater um incêndio em residência naquela comunidade.
No local, a equipe comandada pelo Sargento Gilbero Biazus constatou que as chamas haviam consumido totalmente a residência de Gilmar de Jesus Reolon, 47 anos. Feito o trabalho de rescaldo, Bombeiros com auxílio de populares iniciaram buscas em meio aos restos da residência destruída, quando quatro corpos carbonizados foram encontrados. Esses seriam de Petronilha Maria Casanova, 84 anos, Gema Antonio Reolon, 45 anos, Gisele Indianara Reolon, 14 anos, e Gian Lucas Reolon, 08 anos.
Diante de tanta comoção e da lamentável situação ainda faltava um morador da casa, Gilmar de Jesus Reolon, o proprietário. Na tentativa de localizá-lo, uma Retroescavadeira foi usada para revirar os escombros, buscas dentro de um poço que ficava no porão da casa queimada foram realizadas, bem como nas imediações e nem um sinal do corpo carbonizado ou do homem com vida.
Os corpos das vítimas foram recolhidos ao IML e o trabalho no local no sinistro teve seqüência durante toda manhã do dia 07. Como o veículo de Gilmar, um Celta, estava próximo da residência e ele não foi encontrado, a polícia passou a trabalhar com a hipótese de tratar-se de um incêndio criminoso cometido por Gilmar contra sua família.
A Polícia Cientifica foi acionada, esteve no local e repassou detalhes sobre o incêndio. A partir dessas informações foi instaurado pela Polícia Civil de Francisco Beltrão um inquérito policial para apurar o fato. Durante vários dias, buscas nas proximidades foram realizadas pela polícia, bombeiros e por moradores da comunidade, entretanto Gilmar Reolon não foi encontrado.
As evidencias de que ele próprio teria planejado a morte da família ficou mais evidente a partir de informações de que ele estaria enfrentando problemas financeiros e a confirmação de que seu pai, Otávio Reolon, teria sido assassinado em sua propriedade no interior de Francisco Beltrão no ano de 2009, sendo Gilmar o principal suspeito do crime. Com o passar dos dias e meses muitos boatos surgiram sobre o paradeiro de Gilmar de Jesus Reolon, porém até hoje ele não foi encontrado.
Policiais Militares de Enéas Marques estiveram no Rio Grande do Sul em busca de Gilmar, sempre com base em denúncias recebidas. Gilmar está procurado também pela Interpol (Polícia Internacional), isso por que existe a suspeita que ele esteja vivendo em outro País.