Nesta quarta-feira (16), completa um ano do crime que mexeu com a comunidade de Chopinzinho, o assassinato do Procurador Municipal Algacir Teixeira de Lima, 51 anos. O crime repercutiu a nível de estado pela frieza na execução, a rapidez na elucidação e no espanto da população ao ter o prefeito da cidade preso por suposta participação no assassinato.

Algacir Teixeira de Lima foi morto a tiros quando estacionava o veículo na garagem do prédio onde morava, na área central da cidade. Foto: Arquivo RBJ.
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Algacir Teixeira de Lima, 51 anos, foi morto a tiros quando estacionava o veículo na garagem do prédio onde morava, na área central da cidade. Foto: Arquivo RBJ.

Relembre o caso:

O procurador do município de Chopinzinho, Algacir Teixeira de Lima, 51 anos, foi morto na manhã do dia 16 de março de 2015, uma segunda-feira, quando estacionava o veículo na garagem do prédio onde morava, na área central da cidade.

Alvejado por seis tiros, o executor Darci Lopes de Aquino, saiu caminhando pela principal avenida da cidade até entrar num Corsa preto, onde seus companheiros aguardavam para fuga. O advogado foi atendido pelo SAMU, mas não resistiu aos ferimentos. As duas filhas do procurador estavam no carro no momento que ocorreu o crime.

A Polícia Civil assumiu o caso na segunda-feira (16), logo após o crime ser registrado no centro da cidade, as investigações começaram através das imagens das câmeras de segurança, e a partir do depoimentos de pessoas envolvidas no assassinato, foi descoberto que o crime estava sendo planejado desde dezembro de 2014. Ao todo sete pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no crime. Entre elas o prefeito do município de Chopinzinho, Leomar Bolzani.

Leomar Bolzani foi preso no dia 22 de março, após o mandado de prisão ter sido decretado pelo Tribunal de Justiça do Paraná, acusado de ser o mandante da morte do procurador do município. Bolzani chegou a ser levado à Penitenciaria Estadual de Francisco Beltrão, sendo transferido novamente para a 5ª Subdivisão Policial (SDP) de Pato Branco no dia 21 de maio.

Depois de sete meses preso, o Tribunal de Justiça do Paraná autorizou Bolzani a responder o processo em liberdade. Para tal benefício, foi necessária a instalação de uma tornozeleira eletrônica. No dia 4 de novembro de 2015, Leomar Bolzani retornou para Chopinzinho onde permanece com a utilização da tornozeleira eletrônica.

Após a instalação da tornozeleira eletrônica, Bolzani retornou à Chopinzinho com seu advogado Dr. Auro Garcia. Foto: Arquivo RBJ.
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Após a instalação da tornozeleira eletrônica, Bolzani retornou à Chopinzinho com seu advogado Dr. Auro Garcia. Foto: Arquivo RBJ.

Rogério Masetto assume a prefeitura: 

Com a frase “Me desejem sorte e que Deus nos acompanhe nesta caminhada”, Rogério Masetto abriu o seu discurso de posse durante a transmissão de cargo, ocorrida no dia 27 de março de 2015 na Câmara Municipal de Vereadores.

Rogério Masetto assumindo o cargo de prefeito interino de Chopinzinho.
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Rogério Masetto assumindo o cargo de prefeito interino de Chopinzinho.

Por unanimidade o Decreto 002/2015 foi aprovado em segunda votação pelos vereadores chopinzinhenses em sessão extraordinária ocorrida às 14 horas de sexta-feira dia 27 de março. Logo após a apreciação do projeto, foi realizada a posse.

Um cargo à ser ocupado:

Desde o dia do assassinato, o cargo de procurador do município de Chopinzinho estava vago. Após Masetto assumir a prefeitura, a prioridade foi preencher esta vaga, a qual foi ocupada provisoriamente até a abertura do Concurso Público Municipal.

Após um ano do fato, duas pessoas aprovadas em Concurso Público estarão assumindo a vaga de Procurador Municipal. Uma das vagas será ocupada na próxima quinta-feira (17), a outra no dia 22 de março.

O Julgamento:

O processo de Leomar Bolzani ocorre no Tribunal de Justiça do Paraná, por ter foro privilegiado devido ao cargo que ocupa. Já os réus Jeferson Rosa do Nascimento, Darci Lopes Aquino (executor), Elvi Aparecida Haag Ferreira (esposa do Nilton), Nilton Ferreira (marido de Elvi), João Rosa do Nascimento e Geovane Baldissera “Pardal”, serão julgados no Fórum da Comarca de Chopinzinho.

Para o Promotor de Justiça de Chopinzinho, Willian Rafael Schoz, “o juízo reconheceu que existe indícios mais que suficientes que eles foram autores do crime, cada qual com sua parcela de responsabilidade, pois supostamente houve uma divisão de tarefas para que o crime fosse cometido”.