por Ivan Cezar Fochzato

 

A eleição da nova direção da FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná); a situação do setor de compensados em Palmas e a proposta de inserir o compensado na pauta do Programa Brasil Maior do governo federal, foram os assuntos tratados na entrevista com o Presidente do Sindipal (Sindicato das Indústrias de Serrarias, Carpintarias, Tanoarias, Madeiras Compensadas, Laminados e de Marcenaria de Palmas).

 

ELEIÇÃO DA FIEP

 

width=200
  • Compartilhe no Facebook

 O empresário, Roni Junior Marini, destacou que com a eleição do industrial da região sudoeste, Edson Campagnolo, para a presidência da FIEP, será possível dar continuidade ao processo de descentralização e interiorização das ações da Federação das Indústrias, trabalho que já vem sendo desenvolvido pelo atual presidente Rodrigo Costa da Rocha Loures. Conforme o vice-presidente eleito é a primeira vez em sessenta e sete anos, que a presidência da FIEP será ocupada por um empresário do interior do Paraná. Também salientou que a meta da nova diretoria será o fortalecimento do setor industrial para poder competir com os produtores de outros países. Marini disse que decidiu integrar a composição diretiva da FIEP pelos excelentes investimentos feitos pela entidade em Palmas, como a instalação do SESI/SENAI no município, num primeiro momento; investimentos para construção da sede própria dos serviços, bem como a Indústria do Conhecimento.

 


INDÚSTRIA MADEIREIRA DE PALMAS

 

Explicou Marini, que a indústria madeireira de compensados em Palmas, tem um ritmo de produção de apenas cinqüenta por cento de sua capacidade total. Explicou que são vários fatores que estão interferindo no segmento, exigindo novos posicionamentos do setor, que enfrenta forte concorrência com produtos chilenos, uruguaios e americanos. Ao analisar o setor, salientou que é um tempo de adequação as novas condições de mercado para enfrentar o atual cenário, que prejudicam as exportações. Disse que em curto prazo, as projeções apontam para algumas dificuldades. Mesmo assim, não deverão ocorrer grandes oscilações mantendo um quadro de estabilidade.

 

 PROGRAMA BRASIL MAIOR

 

O programa, anunciado recentemente pela Presidenta Dilma Roussef, a exemplo do que ocorreu em 2008, não contemplou o setor de compensados, que poderia se beneficiar com a diminuição das alíquotas incidentes sobre a folha de pagamento, o que possibilitaria maior competitividade ao produto local. Destacou que, via FIEP, estará sendo solicitado ao governo federal que o setor de compensados também possa estar sendo atendido com os benefícios da política que visa fortalecer o setor produtivo nacional. Roni Marini disse o segmento de produção madeireira ainda é visto e analisado a partir de certas restrições no pais, não compreendido como um segmento produtor de commodities, a exemplo do que ocorre com outras atividades.

 

Confira em áudio a entrevista