O candidato ao governo do Paraná, Roberto Requião (PMDB), cumpriu agenda política na manhã desta sexta-feira (19), em Palmas, sul do Paraná. O peemedebista chegou ao município por volta das 12h00, quando reuniu-se, no auditório da Acipa, com partidários e lideranças municipais, ocasião em que recebeu a Carta de Palmas, do Movimento Palmas Desenvolvida (MPD).

O documento reivindica aos candidatos ao governo do estado, a Criação do Núcleo Administrativo envolvendo os municípios definidos pelo PDRI, como pertencentes a sub-região do Planalto com todos os serviços do Governo do Estado: Núcleos de Saúde, Educação, Agricultura. Instalação da Subdivisão da Polícia Civil. Elevação da estrutura da Polícia Militar à condição de Batalhão ou Companhia Independente da Polícia Militar, para atender os Municípios de Palmas, Coronel Domingos Soares, Mangueirinha, Honório Serpa e Clevelândia.

No segundo item da pauta, são solicitados recursos para a criação e instalação do segundo Parque Industrial do município de Palmas com objetivo de acolher nossos empreendedores e contribuir na geração de emprego e renda. Na área de saúde, o documento reivindica a criação de um Hospital Público Regional em Palmas.

O MPD ainda pede apoio ao Governo do Estado do Paraná, no Apoio para implantação dos Parques Eólicos em Palmas, ponto que foi criticado por Requião. Conforme ele, o modelo energético é importante por gerar energia limpa e renovável, mas questionou os benefícios que o investimento poderá trazer ao município. “O cata-vento é importante porque ele não polui, mas não é exatamente uma reivindicação pra gerar mão de obra, melhorar o nível econômico da cidade. Nós vamos pôr sim. Eu acho que a gente até esperou um pouco em função da evolução dessa tecnologia, os cata-ventos eram monstruosos. Eu estive na Espanha e na Grécia, já temos menores e com rendimento maior. Mas o cata-vento, meu irmão, não gera emprego pra ninguém! Isso é uma jogada empresarial!”, declarou.

Defendeu que a Companhia Paranaense de Energia (Copel) invista em novos parques eólicos, sem a participação da iniciativa privada. “A forma com que apareceu na carta parecia que vocês queriam que a gente ajudasse um empresário a ganhar dinheiro, sem empregar ninguém.”, disse, dirigindo-se aos membros do Movimento.

Considerou a iniciativa do MPD muito válida, porém, cobrou uma carta de agradecimento da população palmense pela compra do Centro Universitário Católico do Sudoeste (Unics), e posterior federalização da instituição de ensino.

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