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Uniforme 1 e 2 do Grêmio para a temporada 2015. – crédito: www.mantosdofutebol.com.br

A relação entre a moda e o futebol costumava não ser entrosada, porém essa situação vem mudando nos últimos anos. Os grandes responsáveis por essa transformação são as empresas fornecedoras dos materiais esportivos, mas principalmente aos torcedores que tem a ânsia em adquirir os produtos oficiais do clube de coração. O resultado é altamente positivo, tendo em vista que em 2014, os clubes que venderam mais camisas foram o Flamengo com um faturamento R$ 33,5 milhões, enquanto que São Paulo com R$ 32,4 milhões e o Corinthians com R$ 27,7 milhões fechando o ranking, segundo informações publicadas na Revista Placar, do site “El Gol Digital” – detalhe que cada camisa custa em média entre R$ 150,00 e R$ 360,00.

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Jogadores do Grêmio na apresentação do novo uniforme. Crédito: www.mantosdofutebol.com.br

Em Francisco Beltrão, as camisas oficiais mais vendidas são as do Grêmio, Inter e São Paulo, nesta ordem, confirmado pelo empresário, Roni Bordignon, da Made Sport. Para a temporada 2015, o Grêmio já anunciou a nova patrocinadora – Umbro – e já lançou a nova coleção de uniformes, que deve chegar à cidade nos próximos dias. Outro que já comunicou que haverá mudanças é o São Paulo, que vai usar a marca Under Armour “é uma marca muito bem conceituada principalmente nos Estados Unidos. Já fizemos o pedido, mas não temos nem noção de como será o novo uniforme do São Paulo, nem quando vai chegar, porém já tivemos o cadastro aprovado pela marca”, declarou Roni. Os demais clubes, com demanda de torcedores em Beltrão, deverão continuar com os mesmos fornecedores que terminaram o ano passado. Caso do Palmeiras, Flamengo e Fluminense com a Adidas. Internacional, Santos, Corinthians e Coritiba com a Nike. E o Atlético Paranaense com a Umbro.

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Everton Maria vestindo a camisa comemorativa do título Mundial de 2006 com autógrafo dos jogadores e que não foi comercializado (edição de colecionador) e segurando a camisa usada por Andrézinho na conquista da Libertadores de 2010 também autografada.

Desde 2001, por acaso, Everton Maria, 36 anos coleciona camisas de futebol, ou melhor, camisas do Internacional de Porto Alegre. Com orgulho, ele afirmou que tem 41 camisas oficiais do clube do coração. Natural do Rio Grande do Sul cresceu torcendo pelo Internacional e sustentou bravamente a paixão pelo clube, mesmo nos momentos mais difíceis da história recente do time, que foram 1999 e 2002, com o “quase” rebaixamento para a Série B do campeonato brasileiro. Mas também pode comemorar com fervor as conquistas da Libertadores da América em 2006 – com o título do mundial no mesmo ano –  e 2010 e a Copa Sulamericana em 2008, invicto.

Para cada momento dessa história, Everton tem uma recordação em camisa. Algumas são autografadas pelos próprios jogadores, outras tem um valor sentimental sem fim. As que ele trata com carinho são principalmente da conquista do mundial em 2006, com uma camisa exclusiva, com poucos exemplares produzidas pelo time, que ele tem com o autógrafos dos jogadores que fizeram parte da partida, e a da conquista da Libertadores de 2010, que foi usada pelo jogador Andrézinho, camisa 17, também com assinaturas dos jogadores, e que foi adquirida por acaso, com um cidadão que era de Porto Alegre, estava em Beltrão trabalhando, vendeu por R$ 50,00 e que agora tem valor inestimável.

Everton declarou que recentemente recebeu uma proposta de R$ 5 mil para vender a coleção, quando ainda eram 30 camisas, mas que resistiu a tentadora oferta e hoje não vende por nada “o valor sentimental é muito maior do que o financeiro”, disse Everton que só tem produtos oficiais, exatamente porque é contra as falsificações e consequentemente ajuda o time.

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Everton com o filho Guilherme e as 41 camisas oficiais do Internacional. O filho prometeu que vai seguir com a coleção.

“todos os meus aniversários ganho vários produtos com a logo do Internacional, mas a minha coleção é só de camisas, os demais itens, tenho e guardo com carinho, porém não coleciono”, afirmou Everton. Ele disse ainda que vai seguir a coleção, comprando uma por ano. A intenção é de deixar todo o acervo para o filho Guilherme Corbari Maria, 11 anos, que já afirmou que também vai seguir a história das camisas do pai.