O caminhoneiro Ilso Klaesener, conhecido como Tubaína, de Realeza, está impedido de voltar ao Brasil devido à greve promovida por mineradores no Peru.

Há mais de oito dias o motorista está retido na estrada, com mais dois caminhoneiros, e um casal de turistas brasileiros, há cerca de 60 quilômetros de Porto Maldonado, no Peru, na fronteira com o Estado do Acre.

Os familiares em Realeza estão preocupados com situação e cobram uma ação de autoridades brasileiras. Ilso está com um carregamento de uvas do país peruano e retornava ao Brasil pelo Acre, quando chegou ao local do bloqueio e foi impedido de seguir viagem. Todos estão sem comida e água, e não existe local próximo para adquirir os alimentos.

Em uma mensagem enviada para a família, o motorista disse que o clima entre polícia e manifestantes é de guerra. “A fome é grande, não temos nada para comer, nem onde comprar, estamos numa guerra no Peru, na verdade no meio dela, não tem para onde correr. Estou compartilhando a internet com o pessoal da balança onde estamos, aqui não pega”, dizia uma das mensagens.

Ainda de acordo com o caminhoneiro, a polícia peruana está protegendo os brasileiros e a qualquer momento poderá entrar em confronto com os mineradores manifestantes.

O diretor do Tribunal Regional Eleitoral no Acre (TRE-AC), Carlos Venícius Ribeiro e a esposa dele, Maria Gabriela, estavam em férias no Peru e retornavam ao Brasil quando também foram barrados no bloqueio, eles estão junto com os caminhoneiros, sem nenhuma regalia.

O cônsul peruano, Félix Basquez, informou ao portal de notícias G1 que os mineradores pequenos e informais começaram o protesto na segunda-feira (23) impedindo a entrada e saída de pessoas no país pela estrada.

“Estamos em negociação desde o primeiro dia e acreditamos que pode durar mais 48 horas”, afirmou o cônsul na época, que disse que a greve é uma reposta contra a medida do governo peruano que pretende legalizar todos os mineradores.