Por Evandro Artuzi

Mais uma reunião para discutir a cadeia produtiva do leite aconteceu na região sudoeste. Nesta terça-feira (03/04), se reuniram na sede da Amsop (Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná), membros da Agência de Desenvolvimento do Sudoeste do Paraná (ADR), Seab, Iapar, Universidade Fronteira Sul, secretários de agricultura, prefeitos, líderes sindicais, cooperativistas, entre outros, para discutir o projeto que prevê a expansão da produção leiteira na região, bem como a instalação de agroindústrias.

 

Na oportunidade, esteve presente o gerente do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), Leonardo Pamplona, que tomou conhecimento do projeto elaborado pela Agência de Desenvolvimento e Amsop. Segundo ele, é necessária maior clareza com relação à participação do sistema cooperativo da região no projeto.

 

Além do gerente Leonardo, também deve estar na região a partir desta quarta-feira (04/04), um técnico do BNDES. O objetivo é percorrer alguns municípios para conhecer a realidade dos produtores de leite, identificando suas verdadeiras necessidades.

 

O prefeito de Salto do Lontra e presidente da Amsop, Luiz Carlos Gotardi (PMDB) garantiu que a reunião foi esclarecedora e a presença do BNDES de extrema importância para executar esse projeto. “O projeto foi iniciado no ano passado, mas nesse ano a nova diretoria da Amsop decidiu apoiar em tudo o que for preciso para que possamos realmente criar um mecanismo de incentivo os nossos agricultores, em especial aqueles que trabalham com atividade leiteira”, acrescentou.

 

A coordenação do projeto está sob responsabilidade do prefeito de São João e ex-presidente da Amsop, Clovis Matheus Cucolotto (PR). Conforme ele, o sudoeste tem aproximadamente 29 mil propriedades rurais. Dessas, 60% com menos de 14 hectares e sua economia voltada unicamente à produção de leite.

 

O principal objetivo desse projeto é tirar alguns produtores da linha de miséria, ampliando sua renda não só com o leite, mas também com seus derivados. “A visita da gerencia e técnicos do BNDES é um passo muito importante para que possamos consolidar nosso objetivo. É importante que eles visitem as propriedades e conheçam a realidade local, assim vão se sensibilizar com a situação e poderão entender melhor nosso projeto e nos auxiliar nessa luta”, disse.

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