Por Evandro Artuzi
O Cacique da aldeia indígena Kaiguangue, de Mangueirinha, Valdir Kokoj dos Santos foi preso nesta quarta-feira (07/11), pela Polícia Federal. A prisão aconteceu durante a operação denominada de “Forte Apache”. O cacique é acusado por ilegal de arma, formação de quadrilha e coação.

Ao todo foram cumpridos 27 mandados na aldeia, segundo informação prestada pelo Delegado da Polícia Federal, Mauricio Todeschini. Cerca de 100 policiais federais e 75 militares da ROTAM e CHOQUE, dos Batalhões de Pato Branco, Francisco Beltrão e Cascavel, participaram da operação.

Além do Cacique, mais quatro índios foram presos, todos de extrema confiança de Valdir e que formavam uma espécie de milícia na aldeia. Com os detidos foram apreendidas oito armas de fogo, entre revólveres e espingardas. A ação desta quarta-feira (07) é resultado de meses de investigação da Polícia Federal, a partir de denúncias de abuso por parte do Cacique.

Kokoj, que foi candidato a vereador pelo PSDB nas eleições de outubro, teria expulsado 12 famílias da aldeia por que essas não declararam apoio a sua candidatura. Essas famílias estariam abrigadas num Ginásio de Esportes em Mangueirinha, segundo a polícia. Outra informação é que o cacique seria violento e administrava a reserva sem prestar contas aos índios, além de espancar e prender que se omitisse a suas ordens.

Os presos foram levados ao Batalhão de Polícia Militar, em Pato Branco, onde o Cacique teve direito a dar um telefone apenas. Em seguida, foi transferido a Curitiba onde deve responder a todas as acusações na justiça comum, disse o delegado Maurício Todeschini, da Polícia Federal. Procurado pela imprensa, Kokoj não quis gravar entrevista.