por Ivan Cezar Fochzato

 

Nessa semana, no comentário semanal na Rádio Club AM, de Palmas, o economista, pós doutor  Edmundo Pozes, abordou sobre a problemática enfrentada pelo brasil em relação aos combustíveis. Conforme ele, o Brasil terá que importar gasolina e demais derivados de petróleo para atender a demanda interna, pela falta de capacidade de refinamento do petróleo brasileiro.

 

 

 O Brasil apresenta problemas de combustível

 

Há duas semanas, na Rádio AM,foi realizada uma reportagem cujo tema era a verificação de preços da gasolina em Palmas. Na região do Vale do Itajaí, Santa Catarina, os preços estão entre R$ 2,49 e R$ 2,59, contra R$ 2,91, em Palmas. Por exemplo, a cada 40 litros abastecidos em Palmas, pagam-se R$ 16,80 a mais que naquela região catarinense.

 

 Todavia, este relato é maior: o Brasil terá que importar até 20% da gasolina que consome, nos próximos três anos. Até 2009, era autosuficiente em gasolina, porém, o crescimento da frota de 25% e a crise no etanol tornaram a situação negativa. A importação de combustível traz à tona limitações da infraestrutura. No Brasil, há autossuficiência na produção, mas faltam refinarias. O Brasil país sempre importou combustível e, o petróleo, proveniente do oriente médio, o maior fornecedor, é fino, enquanto o óleo extraído na costa brasileira é grosso. O governo brasileiro não tinha previsão que se acharia petróleo na área do pré-sal e, naturalmente, não se planejou construção de refinarias para o tipo de petróleo brasileiro. Uma refinaria demora quatro anos para ser colocada em ação. Veja o que o Brasil importou em 2011:

 

 

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Os maiores problemas são: consumo recorde de gasolina que, em 2012, passará de 30 bilhões de litros; falta de infraestrutura de armazenagem e distribuição e, finalmente, escassez de refinarias. Os estados mais vulneráveis à falta de gasolina são: Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Amapá. A Petrobrás preocupa-se em produzir mais gasolina, mas suas refinarias atingiram 98% da capacidade produtiva. Sem planejamento estratégico, as falhas aparecem rapidamente. É hora de acordar, pois o Brasil precisa iniciar a construção de refinarias ao seu tipo de petróleo, porque, em 2020, terá que importar 30% do consumo, se não tomar providências.

Edmundo Pozes, Pós-Doutor do IFPR