Aconteceu no último sábado (27), no Parque de Exposições Pé Vermelho, o Dia do Leite, uma promoção do Sicredi, juntamente com o departamento de agricultura e com a Associação dos Produtores de Leite (Palmas Leite) de Palmas, sul do Paraná. O evento contou com exposições de maquinários e implementos, além de uma palestra com o médico veterinário Roque Kirchner, que abordou a temática Intensificação da Exploração dos Recursos Forrageiros em Bovinocultura de Leite.

"Nós nascemos da agricultura e dependemos dela", destacou o gerente do Sicredi Palmas
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“Nós nascemos da agricultura e dependemos dela”, destacou o gerente do Sicredi Palmas

Conforme o gerente da agência do Sicredi Palmas, Lindomar Macarinni, a finalidade do evento é trazer conhecimentos e novos aprendizados aos produtores locais, prezando pelas origens da cooperativa, que surgiu da agricultura e hoje é uma das maiores instituições financeiras do país. Destacou que, atualmente, Palmas conta mais de 3,2 mil associados, sendo a segunda maior agência da cooperativa Parque das Araucárias.

 

"Nesse momento econômico, é nosso dever levar ao agricultor alternativas financeiras", avaliou Cassaniga
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“Nesse momento econômico, é nosso dever levar ao agricultor alternativas financeiras”, avaliou Cassaniga

O diretor do departamento de agricultura, Edson Cassaniga, reforçou o compromisso do setor com os agricultores palmenses, buscando incentivos e novas técnicas para os produtores, principalmente, no atual momento econômico que vive o país. Além de eventos do gênero, Cassaniga informou que, em viagem à Brasília, foram protocolados uma série de projetos para a atividade leiteira, dentre eles, a construção de um laboratório para análises clínicas de animais, onde serão realizados exames para detecção de doenças como a tuberculose e a brucelose bovina.

Palestrante do evento, o Dr. Roque Kirchner, médico veterinário da Emater, destacou que a região é a maior produtora de leite do Estado, com mais de 1 bilhão de litros ao ano e juntamente com o oeste catarinense e o noroeste gaúcho, formam a maior bacia leiteira do sul do Brasil. Enfatizou que pela sua condição geográfica e climática, Palmas pode evoluir muito mais na produção leiteira.

Avaliou que comparado ao sudoeste do Paraná, o município palmense tem excelentes condições na produção de leite, em todas as estações do ano. Reconheceu que, em virtude dessas diferenças de localização e clima, as técnicas de manejo e o tipo de pastagens utilizadas também devem ser diferenciados. “A gente tem trabalhado com projetos para a região inteira, mas aqui eu acho que a gente tem que fazer um trabalho mais adaptado, principalmente para espécies de inverno.”, avaliou.

O presidente da Palmas Leite, Paulo Andreolla, discorreu sobre os trabalho desenvolvidos pela associação, no apoio aos produtores e no auxilio dos trabalhos dentro das propriedades. Avaliou que Palmas, com uma produção de 30 mil litros ao dia, pode crescer ainda mais na cultura. “Nós temos muitos pequenos produtores e outros que trabalhavam em outras atividades e que começaram a produzir leite, que mesmo não sendo bem remunerado, todo mês, naquele dia x, você sabe que o dinheiro tá na tua conta.”, destacou.

Sobre o mercado leiteiro, Andreolla reconhece que o momento é crítico, com a produção mundial ultrapassando a demanda. Segundo ele, a partir de 2018 o Brasil passará a ser auto-suficiente com excesso de leite no mercado. Assim, políticas públicas começaram a ser formuladas, dentre elas, a NR (Norma Regulamentadora) IN 62, que determina uma série de medidas a serem tomadas pelos produtores e também pelas empresas de laticínios, para que o país alcance a qualidade exigida pelos mercados internacionais, visando a exportação do leite brasileiro. “O leite, hoje, é uma atividade interessante? É, mas nós vamos ter que ser cada vez mais profissionais.”, apontou.