Por Luiz Carlos Bittencourt

 

 

   Dom Francisco Javier Paredes fez o pronunciamento em nome dos bispos do Regional Sul II, destacando a importância da missão dos leigos na Igreja, seja na catequese, nos grupos de jovens, nos muitos ministérios e nos diversos ambientes na sociedade. O bispo referencial falou sobre o Conselho Regional dos Leigos, sua missão e salientou as inúmeras escolas de formação e capacitação, seja no campo bíblico, teológico, sócio-político, espiritual, catequético e outros.

    Na sequência, o Sr. Cardeal se referiu à entrevista de Dom Moacyr ao jornal L`Osservatore Romano sobre o fenônemo da laicização e a problemática das seitas. Dom Moacyr destacou a importância da formação dos leigos para se evitar a evasão dos católicos para as seitas. Mons. Stanislaw falou sobre os dados do relatório quinquenal, a riqueza das escolas de formação, o número expressivo de catequistas e tantas outras iniciativas que são uma esperança para a Igreja local. A Igreja procura dar uma resposta efetiva. O Documento Final de Aparecida dá muito espaço para uma renovação paroquial.

    O secretário do Pontifício falou que regressou, a poucos dias, do Brasil e conheceu algumas comunidades e experiências de formação. Dom Ladislau destacou o Documento de Aparecida e as diretrizes do Regional sobre as paróquias e pequenas comunidades e sua dimensão missionária.

     Dom Peruzzo recordou que um grande número de católicos vem de famílias tradicionais católicas que possuem uma religiosidade popular, mas não tem uma suficiente formação católica, bíblica, faltando o sentimento de pertença à igreja. Dom Vicente Costa lembrou do surgimento de muitas novas comunidades.

     O Presidente do Pontifício Conselho para os leigos destacou a importância da pastoral paroquial e as iniciativas no campo de formação e comunhão eclesial.

 

     Pontifício Conselho para a Família

    O Cardeal Ennio Antonelli, Presidente do Pontifício Conselho para a Família, acolheu a todos os bispos com muito entusiasmo.

     Dom João Bosco, bispo referencial para a família no Regional fez a apresentação da realidade familiar no Regional. Destacou os projetos que tramitam no Congresso, a descriminalização do aborto, o casamento e adoção de crianças por homossexuais e outros. Convivemos com muitos desafios. Destacou o Congresso da Pastoral Familiar no México e o próximo, em Milão. Dom João Bosco recordou as inúmeras atividades que são realizadas em prol das famílias, as assembléias, peregrinações, semana da família, dia do nascituro, casais em segunda união. Destacou a defesa da vida e as comissões de bioética nas dioceses. Aparecida destaca a família como um dos eixos transversais de toda a evangelização.

     Seguiu-se debate sobre o tema: a problemática das famílias de segunda união e a vivência sacramental; a burocracia da igreja no tocante a questão da nulidade do matrimônio; as novas modalidades de família e as famílias de segunda união, que participam das comunidades e a dificuldade por não poder participar dos sacramentos, como o Pontifício trabalha com a ONU a questão de gênero.

     O cardeal destaca a família como sujeito da nova evangelização. Nas paróquias devem haver um grupo de pastoral familiar. Os movimentos eclesiais devem estar unidos à vida paroquial e não viver isolados. Quanto aos casados em segunda união, eles não estão em plena comunhão com a Igreja, portanto deve ser incentivada a participação na missa dominical, atividades caritativas e outras. Mons. Antonelli concluiu apresentando algumas orientações gerais.

     No que se refere à nulidade do matrimônio, afirmou que é uma questão complexa. Atualmente a grande maioria dos matrimônios são nulos devido ao contexto que se vive.

Fonte: CNBB – Pe. Carlos A.Chiquim