O Mosteiro, que tem como titular Nossa Senhora do Carmo, Padroeira da Ordem Carmelitana, realizou a solenidade de bênção da Pedra Fundamental, no terreno onde será construído o novo Carmelo, situado próximo ao Seminário Diocesano de Filosofia Bom Pastor, em Francisco Beltrão. A cerimônia ocorreu no dia 4 de maio, às 15h.

A Bênção foi dada pelo Bispo Diocesano Dom José Antonio Peruzzo, com a presença do Pe. Emerson Detoni (Reitor do Seminário de Filosofia), do Pe. Harry Van Briel (Paróquia São José). Representando o Mosteiro, a Madre Priora Irmã Verônica e demais Monjas Carmelitas. Também presentes diversas lideranças da comunidade.

 

 

 

Origem, Inspiração e Carisma do Carmelo

A história da Ordem do Carmelo é antiga, rica e variada. Tem sua origem no Monte Carmelo, na Palestina. Três figuras imortais a construíram: O Profeta Elias, Maria – a grande Senhora do lugar e Teresa de Ávila, a reformadora fundadora do Carmelo, que chegou no decorrer dos séculos a ter uma expansão universal.

Ao escolher a Virgem Maria como Mãe e Padroeira, a Ordem busca amparo sob sua proteção e, vê no mistério de sua vida e de sua união com Cristo, um modelo ideal de consagração a Deus.

Olhando para os veneráveis Padres antigos, especialmente para o profeta Elias, como seu inspirador, a Ordem adquire uma consciência mais viva de sua vocação contemplativa: “Vive o Senhor em cuja presença estou”..

Perfil Geográfico:

O Monte Carmelo pertence a uma cadeia de montanhas que se eleva entre os confins da Galiléia e Samaria, na Palestina. Limita ao norte com Haifa cidade marítima; ao sul com Cesaréia, ao leste com as planícies do Esdrelon e ao oeste com o mar mediterrâneo. Mede uns trinta quilômetros de cumprimento por 12 de largura. O pico mais alto é de 600 metros acima do nível do mar onde se encontra o lugar do sacrifício (1 Reis 18-46). A estrutura do monte confirma sua beleza: Tua cabeça é tão linda quanto o Carmelo. (Ct 7,5). Ali começa a história, nessa fonte bíblica está a origem e dele é tomado o nome de carmelitas.

Nestes locais, venerados desde o início do cristianismo, onde se construíram igrejas e mosteiros em memória do profeta Elias, nasceu a Ordem do Carmo. A sua origem remonta à segunda metade do séc. XII. Com o fim das Cruzadas, reuniram-se grupos de cristãos no Monte Carmelo, próximo de Haifa, para dedicar-se a Deus em oração, solidão e penitência. Um grupo deles pediu ao Patriarca de Jerusalém a aprovação de uma regra de vida para estabelecer-se no Monte definitivamente. Essa regra foi aprovada em 1209 e aperfeiçoada com a bula do Papa Inocêncio IV em 1247. Organizou a sua vocação de solidão e oração contemplativa ainda em vigor nos dias atuais.

Expansão:

No princípio parecia que a Ordem não sairia da Palestina, no entanto as perseguições aos cristãos, no século XIII, foi o meio que Deus se serviu para a expansão da Ordem no Ocidente, começando por Cecília, Chipre, França, Inglaterra, Itália e outros.

João Soreth, Padre Geral, promoveu a instituição das Monjas Carmelitas, sendo aprovada sua organização jurídica em 1454 pelo Papa Nicolau V.

Origem do Carmelo Teresiano:

A origem da família teresiana, no Carmelo, e o sentido de sua vocação na Igreja estão intimamente vinculados ao processo da vida espiritual de Santa Teresa de Jesus. As graças místicas a moveram a renovar o Carmelo, retomando a fidelidade dos princípios, orientando completamente a oração e contemplação das coisas divinas e a vida inteira das Carmelitas Descalças para um sentido apostólico, a serviço da Igreja, abrindo-a ao vasto horizonte missionário. Fundou com esse objetivo, no dia 24 de agosto de 1562, em Ávila, Espanha, o primeiro Mosteiro Carmelita reformado. Sua reforma logo se expandiu por toda Espanha, França e outros países próximos. Santa Teresa, ao realizar este projeto, a Providência deu-lhe por companheiro São João da Cruz, que partilhava de seu mesmo ideal.

Este resumo histórico nos demonstra que as Monjas Carmelitas Descalças, da Ordem da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, fazem parte de uma família religiosa enriquecida com um carisma próprio, para desempenhar uma missão peculiar no Corpo místico de Cristo, buscando, na fidelidade às antigas tradições, uma continua renovação no amor à Igreja e sua missão.