Em meio ao grande número de maus tratos e abandonos de animais registrados no Brasil, algumas histórias emocionam, como a do beltronense Lucas Miranda, que abriga atualmente 70 animais, entre cachorros e gatos. Ele dividiu sua história durante a programação da Rádio Onda Sul FM e pediu apoio da população.

Tratam-se de animais de rua que foram acolhidos, alguns com a promessa de apenas lar temporário, porém, os donos não retornaram, “falaram que iriam auxiliar com ração, com qualquer coisa que precisasse, mas na hora que a gente foi atrás, negaram ajuda e disseram para abandonar na rua. A gente jamais faria isso”. Desse modo o número de amimais foi aumentando e os gastos tomando proporções que saíram do controle.

  • Compartilhe no Facebook

(Imagem Ilustrativa)

 

Surto de Cinomose

Alguns animais ficaram doentes e além da ração, foi necessário procurar atendimento veterinário, “mesmo a gente devendo uma quantia alta, algumas clínicas veterinárias não deixam de atender e até parcelam o valor. Entre eles a Clinipet com a Doutora Renata e o Doutor João, que inclusive fizeram a doação de vacinas. Como fui socorrer um cachorro que estava com cinomose, meu carro ficou infectado com o vírus, foi quando interrompemos a vacinação e surgiu o surto da doença”. Cerca de 11 cachorros foram afetados gerando um custo de R$ 6 mil, dívida que ainda não foi paga, “nossa sorte é que foram doadas algumas rações hoje, pois caso contrário, não teria nem ração para eles”.

Um ouvinte, de forma anônima se dispôs a pagar a conta de água referente ao mês de dezembro, que havia sido cortada. “A ‘Sanepar’ foi lá e disse que ia levar o registro, porque já tinham cortado eu religuei para não ficar sem água. Se eles cortarem, todos os animais vão ficar sem água, inclusive nós mesmos”. Porém, os problemas não param por aí, a energia elétrica deve ser cortada ainda nesta semana, pois já há mais de uma conta vencida. Ao todo, quatro pessoas moram na residência, e apenas a renda de Luiz, que trabalha como pedreiro, é responsável por arcar com os custos da casa.

Apesar de uma superlotação em alguns canis, os animais estão bem, “precisaria construir mais canis, como eu trabalho como pedreiro eu mesmo faço só que a gente tem falta de material de construção, precisaria melhorar, mas por enquanto é o que a gente tem”.

Adoção

Os animais estão disponíveis para adoção, mas Lucas destaca que mesmo com as dificuldades, só irá entregar os animais ao verificar a seriedade do novo dono, “se for para uma pessoa que seja responsável, que não se importe com raça, que mostre que vai cuidar bem dele, eles estão à disposição”.

Visando contribuir com os gastos para manter os 70 animais e cobrir um pouco as despesas clínicas, foi organizada uma ação entre amigos no valor de R$ 2,00. Quem quiser contribuir pode entrar em contato pelo Whats (46) 9 8833 8975.

Confira a entrevista: