A reativação da Unidade de Coleta e Transfusão de Sangue em Palmas, sul do Paraná, foi pauta de uma nova reunião na última semana entre Hemepar,  7ª Regional de Saúde, Departamento de Saúde de Palmas e Conselho de Saúde local. A unidade que foi referência estadual funcionou no período de 1995 a 2009, permanecendo no município, desde então, apenas uma agência transfusional junto ao hospital local.

Conforme o presidente do Conselho, Célio Chernoski Ribas, o reinício das atividades do Banco de Sangue foi tratado durante reunião em Palmas entre o Diretor do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná – Hemepar, Paulo Hatschbach Almeida; Chefe da Regional de Saúde, Nestor Werner Junior e o diretor de saúde local, Eduardo Mello Amorim, onde ficou reafirmada a disposição conjunta  para a reativação do serviço.

Na ocasião,  o Diretor do Hemepar explicou que como o estado momentaneamente não dispõe de recursos para a construção de uma sede própria, cabe ao município se responsabilizar pela definição e manutenção de um local que atenda as exigências de sanidade até que seja possível a alocação de recursos públicos para uma sede própria, tendo  o diretor de saúde do município já sinalizou positivamente à proposta de participação municipal.

Durante a reunião novamente foram apresentados ao diretor do Hemepar   os vários fatores favoráveis à reativação, que já haviam sido discutidos em reunião no mês de agosto na capital do estado. O principal fator está relacionado a demanda de sangue pela UTI do Hospital Santa Pellizari que atende pacientes de várias regiões do PR e também de outros estados.“Frequentemente há a necessidade de deslocamentos urgentes para Pato Branco para buscar bolsas de sangue para as transfusões e isso causa transtornos pela distância entre os dois municípios e as  condições de tráfego na rodovia”, esclareceu Ribas.

Outro ponto diz respeito ao projeto de implantação do serviço de diálise pelo hospital local e o banco de sangue é fator indispensável. Outra questão diz respeito  à qualidade do sangue  que apresenta alto  índice de aproveitamento. “A cada dez bolsas coletadas em Palmas, nove são aproveitadas, índice bem acima da média de outras regiões do estado e país”, avaliou Ribas.

Além disso,  o quadro técnico necessário  para atuação na unidade,  já atuam no setor de saúde local, inclusive são  convocados para campanhas de coleta realizada no município pelo Hemepar de Pato Branco. ” Hoje quem faz o trabalho de coleta são os técnicos de Palmas e que após todo o trabalho  ainda é o município o responsável a levar o sangue até o hemonúcleo”, explicou. Com relação aos  equipamentos, estes também estão disponíveis, visto que, foram instalados em outros locais, desde o fechamento da unidade.