Por Larissa Mazaloti

 

Que frio que nada! Não teve baixa temperatura que desanimasse as novas turmas da EJA (Educação de Jovens e Adultos) de Francisco Beltrão. A aula inaugural na noite desta quarta-feira (28), na tenda do SESC levou grande parte dos mais de cem alunos e alunas matriculados em onze turmas distribuídas em várias escolas e no SESC.

 

Na educação não há tempo perdido que não possa ser recuperado com força de vontade. Para iniciar bem, uma apresentação de dança da companhia de balé Mirna Pecoits, uma palestra motivacional e um coquetel.

 

A EJA permite que jovens acima de 15 anos e adultos sem limite de idade possam retomar os estudos e concluir em dois anos as séries iniciais (de 1ª a 4ª). Quem coordena esta primeira fase é a prefeitura. Da secretaria municipal de Educação, a coordenadora da Educação de Jovens e Adultos, Elci Klosinski conta que a EJA está em escolas municipais e estaduais porque visa favorecer o aluno no bairro em que mora. São oito turmas a noite e três a tarde. “Muitos chegam até a EJA sabendo apenas o nome”, relata.

 

Depois de concluir a primeira fase, os alunos e alunas vão para o Ceebja (Centro de Educação Básica de Jovens e Adultos), que é de responsabilidade do Estado.

 

Segundo informações da coordenação, árabes, africanos e outros estrangeiros que vem para Francisco Beltrão trabalhar, mesmo alfabetizados, frequentam a EJA para se familiarizar com a língua portuguesa.

 

Elci preparou cadernos com um resumo da história dos 60 anos que Francisco Beltrão ocmpleta em 2012 e distribuiu a todos que participam da EJA. “Gostaria que vocês fossem registrando momentos importantes neste caderno”, sugeriu.

 

A palestrante da noite, do Instituto Sabedoria, Ione Corteze enfatiza o mérito destas pessoas que deixam as casas, muitas vezes depois de um dia de trabalho, para recuperar a oportunidade que não tiveram ou perderam e a importância da família como incentivadora.

 

Pedro Feier tem 42 anos e é operador de máquinas. Ele é o exemplo clássico da persistência. No ano passado ele voltou a estudar, mas desistiu. Segundo ele, agora, nem o frio vai afastá-lo da sala de aula. O maior objetivo é concluir os estudos para fazer a carteira de habilitação.