Duas audiência públicas serão realizadas nesta quinta-feira(19) em Palmas, sul do Paraná. Uma tem por objetivo  explanar sobre a implantação e funcionamento da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac). Outra visa esclarecer sobre o Programa de Equoterapia.

A primeira, às 15h00, no Centro Cultural Dom Agostinho, contará com a participação de oficiais do Regimento da Polícia Montada Coronel Dulcídio da Polícia Militar do Estado. As explanações pelo Major Cruz e Tenente Wosniak, vai esclarecer a população e profissionais.Após a palestra, a PM irá promover um curso de capacitação. O convênio assinado pelo governo municipal prevê toda orientação e supervisão das ações que serão realizadas no município. O Programa será implantado no Parque de Exposições Luiz Fernando de Abreu Ferreira – Pé Vermelho, onde serão realizados os atendimentos.

O Programa de Palmas foi criado por Lei  Municipal e as aulas deverão iniciar ainda no primeiro semestre. O método utiliza cavalos para estimular o desenvolvimento da mente e do corpo como complemento ao tratamento de pessoas com deficiências,  síndrome de Down, paralisia cerebral, derrame, esclerose múltipla, hiperatividade, autismo, crianças muito agitadas ou com dificuldade de concentração, por exemplo.

Associação de Proteção e Assistência aos Condenados
O ato público, às 19h00, no Fórum da Justiça  tem por objetivo apresentar, sensibilizar e mobilizar autoridades, lideranças e comunidade sobre o método de ressocialização de detentos que vem sendo empregado em diversas regiões da país e exterior. Na oportunidade, serão abordados  aspectos jurídicos e sociais relativos aos princípios gerais da metodologia apaquiana.

Com longa experiência no modeloi, estarão presentes representantes da APAC de Pato Branco e da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados(FBAC) com sede em Itaúna, Minas Gerais. Conforme explicou a juiza da Vara Criminal, Tatiane Bueno Gomes, é importante e interessante que a população entenda esse método para depois não haver críticas. “Ao ressocializar os apenados, com procedimentos humanizados, se protege a sociedade, se dá amparo às vitimas sem perder de vista a finalidade punitiva da condenação”, disse ela.