Conscientização sobre a violência contra a mulher / Foto: Francione Pruch
  • Compartilhe no Facebook

Conscientização sobre a violência contra a mulher / Foto: Francione Pruch

Aconteceu ontem (07) à tarde no Calçadão de Francisco Beltrão, um trabalho na busca de conscientizar a população sobre o combate à violência contra a mulher. O ato foi desenvolvido pelo Numape (Núcleo Maria da Penha) e o Núcleo de Estudos e Defesa de Direitos da Infância e Juventude da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná).

Com o tema “Por uma sociedade sem violência, não se cale!”, integrantes do projeto distribuíram panfletos e conversaram com a população sobre alto índice de violência registrado no estado e no Brasil.

A coordenadora do projeto, Sônia Marques diz que o tema é uma luta constante, “se a violência é cotidiana em muitas famílias, ela tem que ser discutida diariamente. Também medidas práticas, a discussão é importante, mas não podemos distanciar a discussão de ações mais efetivas”.

Infelizmente os dados de violência contra a mulher são alarmantes no sudoeste. Segundo estudos apresentados pelo site Bem Paraná, com base em informações do Ministério Público do Paraná, a região tem uma taxa de 166 ocorrências a cada 100 mil habitantes. Sendo a região mais violenta no estado.

“A gente sofre quando mais uma mulher foi assassinada, sofre quando vê os mapas da violência doméstica na região. Penso que precisamos criar sus estratégias intrafamiliares, a escola precisa pensar essas questões, a imprensa é um veículo importantíssimo nesse momento. Precisamos como sociedade assumir esse discurso da igualdade e da urgência. Cada vez que olhamos para o lado, uma mulher é morta”. Comenta Sônia.

A violência não é somente física, existe a violência psicológica, sexual e moral e muitas situações não são denunciadas. Para mudar a realidade, a sociedade precisa denunciar os maus-tratos. “Muitas vezes a mulher denúncia a violência física e, nem todas que sofrem esse tipo de violência denunciam. Se a mulher sofre violência é preciso quebrar o ciclo, denunciar, buscar ajuda, saber que ela não está sozinha, que existem diferentes órgão públicos que podem auxiliá-la”.